Com a aprovação da Carta de Florianópolis, encerrou o Farmapolis Brasil 2026 neste sábado, 20 de junho. Três dias de uma programação intensa, que reuniu simpósios, seminários, mesas-redondas, minicursos e outras atividades com o desafio de projetar os rumos da saúde pública, da ciência e do cuidado para os próximos anos.
Cerca de 850 participantes, entre profissionais da área da farmácia e pessoas que atuam no controle social junto aos conselhos de saúde participaram do encontro. O evento foi prestigiado por autoridades dos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Anvisa e outras instituições públicas.
A mesa de encerramento contou com a presença da presidente do CNS, Fernanda Magano; dos dirigentes da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos e Débora Melechi; do presidente do SindFar, Luiz Henrique Costa; e da presidenta da Enfar, Maria Helena Braga.
A presidenta do Farmapolis, Letícia Lis, fez um agradecimento emocionado aos participantes, às organizações e equipe que ofereceu suporte para que o evento pudesse acontecer: Organização panamericana de Saúde (OPAS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ouvidoria do Sul (OuvSUS), Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Movimento Nacional Saúde pela Democracia +SUS é +Brasil, Conselho Federal de Farmácia (CFF), Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (Sinfargo), Sindicato dos Farmacêuticos de São Paulo (Sinfar/SP), Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul (SindifarRS), Cristália Industria Farmacêutica e Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe).
Carta de Florianópolis se posiciona em defesa da saúde, soberania e trabalho justo
Com 4 eixos estratégicos, a carta defende o financiamento robusto do SUS (com piso mínimo de 6% do PIB), a soberania sanitária via internalização de tecnologias. Também reforça a necessidade de fortalecimento da Assistência Farmacêutica como política indutora de ciência e desenvolvimento e se posiciona pelo enfrentamento estrutural ao racismo, ao patriarcado e à LGBTQIA+fobia.
Procurando ampliar a proteção aos trabalhadores e trabalhadoras, o texto reivindica o fim da escala 6×1 para os trabalhadores da saúde e a consolidação das farmácias como estabelecimentos de saúde, e não meros espaços comerciais. Mirando nas eleições de outubro, o documento defende a soberania na produção de medicamentos, o combate à desinformação e ao negacionismo científico e a ampliação do controle social por meio das ouvidorias e do protagonismo da juventude.
A plenária aprovou três moções:
Uma moção de apoio à presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, que vem sofrendo retaliações do governo Tarcísio de Freitas, que tenta impedir a sua atuação à frente do CNS. A moção denuncia a perseguição, violência simbólica e violência política de gênero de Fernando Magano, exigindo a liberação para o exercício da função. MOÇÃO FERNANDA MAGANO
Uma moção de repúdio à condenação, por narcotráfico, de uma família catarinense por uso de cannabis medicinal. A nota condena a criminalização de pacientes, que gera insegurança e impede a ampliação dos tratamentos. MOÇÃO – NARCOTRÁFICO
Uma moção de solidariedade à jornalista Schirlei Alves, que revelou ao país o julgamento indigno do caso Mariana Ferrer. MOÇÃO SCHIRLEI ALVES
Acesse o vídeo da transmissão ao vivo do encerramento do evento