Coopvita tem até dia 31 para fazer diagnóstico dos farmacêuticos e encaminhar ao Sinfarpe

Seguindo o cronograma de diálogo com instituições que empregam farmacêuticos no Estado, o Sinfarpe se reuniu na última quarta-feira, 19, com a Coopvita, cooperativa multiprofissional prestadora de serviços ao Governo do Estado.

 

 

A reunião foi convocada pelo sindicato devido reclamações feitas pelos profissionais, entre as quais, o não direito a férias, ao vale alimentação e o baixo valor da hora trabalhada. A entidade sindical deu um prazo até 31 de outubro para a empresa fazer um diagnóstico da situação geral dos farmacêuticos e encaminhar ao Sinfarpe para avaliação do que realmente está acontecendo.

O documento deve detalhar a quantidade exata de profissionais, carga horária, quanto recebem por ano, férias, licenças maternidades e todos os pormenores referentes ao trabalho e direitos garantidos. A partir deste documento, a entidade sindical irá se posicionar e tomar as medidas cabíveis para garantir aos profissionais a valorização pelo trabalho prestado. O sindicato foi representando na reunião pela presidente Veridiana Ribeiro, o advogado José Leniro, e a coordenadora do Sinfarpe, Andréa Ribeiro Alcântara. Dois assessores jurídicos, a diretora administrativa e o diretor financeiro representaram a empresa.

Sobre a questão das férias, a Coopvita alegou que o farmacêutico cooperado só tem direito se o tomador de serviço, neste caso o Hospital dos Servidores do Estado (HSE), se comprometer em pagar um percentual mensal de 8,34% para garantir o referido descanso no final do ano. Mas esse pagamento não é obrigatório nos contratos entre a empresa e o tomador. É uma decisão voluntária, o que não tem acontecido de fato, segundo informaram os representantes.

Além de não gozar das férias, os farmacêuticos cooperados não recebem vale alimentação porque a empresa alega impossibilidade financeira de pagar. Já por hora trabalhada, eles ganham R$ 13,00, R$ 3,00 a menos do que determina a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, que estabelece R$ 16,00 por este período. Baseando-se na Lei 12.690 de 2012, no seu Artigo 7, que garante direitos mínimos a estes trabalhadores, o Sinfarpe chamou a empresa para uma conversa e propôs a quitação de todos os débitos com os farmacêuticos cooperados (entre 7 e 9), para posteriormente discutir a questão de uma forma geral.

Fonte: Sinfarpe