Sinfarmig recusa proposta patronal que não atende reivindicações da categoria

Uma nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) e Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sincofarma/MG) deverá ser agendada para os próximos dias. A primeira reunião realizada nesta segunda-feira (28) para discutir a pauta do setor de Farmácias, Drogarias e Distribuidoras de Medicamentos terminou sem avanços.

A entidade patronal apresentou uma contraproposta de reajuste salarial muito inferior à reivindicada pela categoria. Um percentual de apenas 5,7%, que foi recusado pelo Sinfarmig.“Consideramos a oferta desrespeitosa já que inflação acumulada no período de 1º de março de 2015 até 28 de fevereiro de 2016 foi de 11,07%. O reajuste oferecido foi muito abaixo dessas perdas e não contempla a reivindicação inicial dos farmacêuticos” argumentou a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis. O diretor Rilke Novato apresentou vários dados referentes ao faturamento do comércio varejista farmacêutico que desconstruíram os argumentos de crise no setor.

O Sinfarmig insistiu na necessidade de avançar nas conquistas elencadas na pauta como reposição das perdas inflacionárias (11,07%), além do ganho real de 5%, adicional de 10% para o RT, hora extra de 200% aos domingos e feriados, adicional de insalubridade de 20% sobre o salário-base e conta-salário (pagamento obrigatório por depósito bancário). O diretor Valdir Latorre disse aos representantes dos empresários que eles deveriam mudar o modo de olhar o segmento da farmácia. “Os farmacêuticos são profissionais que atuam como parceiros e contribuem muito para o crescimento do setor e hipótese alguma deveriam ser vistos como um peso”.

A diretoria do Sinfarmig convoca a categoria para o momento mais importante da campanha quando é fundamental a participação dos farmacêuticos no período de campanha salarial. Para a entidade, os profissionais somam forças para avançar nas conquistas e garantir mais direitos, além de uma Convenção Coletiva mais digna.  

Fonte: Sinfarmig

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