SC: Comissão avalia proposta salarial para o setor hospitalar

A comissão que representa os farmacêuticos hospitalares do Estado na campanha salarial e a presidente do SindFar, Fernanda Mazzini (Nanda) reuniram-se com representantes da Federação dos Hospitais de Santa Catarina na terça, 18 de julho, para tratar da negociação do piso dos profissionais.

 

 

O encontro aconteceu dois meses após a criação, pela própria comissão, de um abaixo-assinado para mobilizar os profissionais empregados nas instituições hospitalares na luta pela equiparação ao piso dos profissionais das farmácias e drogarias da maior parte do Estado.

Os patronais alegam que os hospital de pequeno porte não tem condições financeiras de equiparar o piso do farmacêutico ao pago pelo comércio. A proposta final foi o reajuste de 5% (pouco acima do INPC, que ficou em 4.69%), com possibilidade de elevação do percentual para quem trabalha em hospitais que ofereçam serviços de maior complexidade, como centro cirúrgico e UTI, por exemplo, que demandam atenção extra dos profissionais.

A comissão está fazendo estudos e deve encaminhar uma proposta de escalonamento do reajuste até esta sexta, 21 de julho, para os representantes dos patronais. Também participaram da reunião os farmacêuticos Joabe de Lima, Karoulyne Barrozo Barrabarra e Amanda.

Por um salário que leve em conta a relevância do farmacêutico nos hospitais

Nos últimos anos, o farmacêutico hospitalar vem ganhando projeção em função das múltiplas e estratégicas tarefas que executa dentro das instituições. “Se há sete anos a gente apenas dispensava medicamentos na farmácia do hospital, hoje fazemos controle de estoque, estratégia financeira, auditoria, e participamos de inúmeras comissões, como as de segurança do paciente, controle de infecção, controle de custos e padronização de insumos. Muitas vezes, os médicos consultam o farmacêutico sobre o tratamento medicamentoso para os quadros clínicos que tratam e sobre a disponibilidade do medicamento”, exemplifica a farmacêutica Naiara Larissa Hurmus, que participa do processo de negociação desde a primeira reunião com o patronal. “Justo seria se o salário acompanhasse este crescimento administrativo, técnico e qualitativo”, argumenta.

Durante o encontro, a comissão explicou a dificuldade que os colegas tem para custear a atualização que a área hospitalar exige em função dos baixos salários. “Há sempre muita novidade de medicamento e tecnologia de diagnóstico sendo lançada o tempo todo no mercado. Os cursos da área da saúde, em geral, são caros. Fica muito difícil conciliar a atualização profissional e o custo de vida”, afirma a Naiara. Segundo ela, o reunião foi mais uma oportunidade para discutir com o representante patronal a dificuldade que existe em reter o profissional capacitado para o nível de exigência do setor hospitalar devido ao baixo salário. “A área hospitalar exige uma grande carga de responsabilidade e demanda de trabalho. Ao mesmo tempo, os hospitais investem tempo e recursos na capacitação de um profissional que logo acaba saindo, pois o salário desmotiva, não é compensador”, acredita a integrante da comissão.

Para Nanda, presidente do SindFar, a experiência da participação dos colegas nas negociações terá impacto no futuro das negociações, especialmente quando a Reforma Trabalhista dá peso de lei aos acordos coletivos. “A negociaçao atual conquistou um pequeno ganho real, mas acima de tudo os profissionais conseguiram mostrar aos representantes da FEHOESC a importância do papel do Farmacêutico dentro dos hospitais, tanto no cuidado ao paciente como em diminuir os gastos. Mobilizada, a categoria da área hospitalar se prepara melhor para encaminhar negociações futuras”, avalia a farmacêutica.

Fonte: SindFar-SC

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