Sinfarmig visita e apóia ocupação dos estudantes na Faculdade de Farmácia da UFMG

Aulões, palestras, oficinas e atividades políticas e culturais. Esse é o cenário da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As aulas teóricas ou em laboratórios deram lugar a ações e assembleias que passaram a fazer parte da rotina dos estudantes que protestam contra a PEC 55 (antiga PEC 241) que agora tramita no Senado Federal. Para os alunos da ocupação, a Proposta legaliza a retirada de direitos constitucionalmente garantidos à população. Além de representar uma ameaça direta ao Sistema Único de Saúde (SUS), levando a um desmonte progressivo da saúde pública.

 

O diretor do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) e da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Rilke Novato, visitou a ocupação nesta terça-feira, 08/11 e declarou apoio ao movimento dos estudantes. Segundo ele, é importante que a sociedade de modo geral não se acomode com os retrocessos perigosos que estão sendo impostos pelo atual governo. “Somos contra a PEC 55 e favoráveis a esse movimento pacífico de resistência dos alunos. Estamos impressionados com a organização e a mobilização deles”, ressaltou o diretor.

A ocupação da Faculdade de Farmácia no campus Pampulha da UFMG teve início dia 04/11, após três assembleias realizadas entre os estudantes e professores. Embora as atividades acadêmicas tenham sido suspensas, a programação é intensa e a organização feita por comissões é direcionadas a atividades culturais e políticas.

O protesto cresce em todo o país, prova disso é que mais de 170 universidades já estão ocupadas. Na UFMG, 18 prédios onde funcionam diferentes cursos estão sem aulas e dão lugar a atividades diárias de protesto contra a aprovação da PEC 55.

Mas a disposição e a determinação dos manifestantes é testada o tempo todo tanto por colegas de curso que não apóiam a iniciativa por motivos pessoais ou políticos, quanto por movimentos mais radicais como o MBL e o Desocupa UFMG.

Para além das ameaças e agressões, o que os estudantes mobilizados querem é ampliar o debate, unir forças e buscar o apoio da comunidade. Para isso, tentam conseguir doações para preparar um material explicativo sobre as ocupações a ser distribuído nas imediações do campus.

O recado dos estudantes é “é de fundamental importância a sociedade saber que a luta é por um projeto de país sem perda de direitos, é bom que todos saibam que não vamos desistir”. Os contatos com os representantes da ocupação e para doações podem ser feitos pelo paralisafafar@gmail.com

Fonte: Sinfarmig

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