Em Goiânia, o Projeto Integra realiza o último Encontro Regional de 2022

O 7º e último Encontro Regional foi realizado em Goiânia na última quinta-feira (21), no auditório da faculdade Estácio de Sá, onde reuniu vários profissionais ligados à área da saúde e até autoridades políticas que defendem as mesmas pautas que o Projeto Integra.

O projeto que trabalha na defesa de três políticas públicas, como a Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica e a Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, é realizado através da parceria de cinco instituições, sendo elas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Escola Nacional dos Farmacêuticos (Enfar), a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar).

Com o objetivo de proporcionar segurança aos participantes, o encontro contou com uma testagem rápida para identificar se havia algum inscrito infectado pelo vírus da Covid-19. Felizmente, não houve nenhum caso.

O encontro começou com a apresentação inicial da coordenadora Executiva do Integra, Ana Liane, que explicou o projeto e abordou os desafios enfrentados pela saúde com o início da pandemia.

“Em 2019 tivemos vários obstáculos, como a diminuição do financiamento para a saúde de R$20 bilhões com a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95 e a pandemia da Covid-19. Por isso, o projeto tem um novo desafio nesse atual cenário pós-pandemia que é discutir essas políticas públicas através das experiências que tivemos com o coronavírus”, explicou a coordenadora.

Ao longo da abertura, Liane também apresentou um vídeo onde a comissão organizadora explicou a importância e o surgimento do projeto.

“Vale lembrar que tanto a política de Assistência Farmacêutica, como a de Vigilância em Saúde foram amplamente debatidas e construídas no âmbito do controle social a partir da realização das correspondentes Conferências e que resultaram na minuta e publicação de resoluções do Conselho Nacional de saúde que são as políticas propriamente ditas”, explicou em vídeo, a coordenadora da Comissão de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica do CND, Débora Raymundo.

Explicando sobre o funcionamento do projeto, Liane detalhou sobre as quatro fases que compõem o Integra, sendo a primeira focada na formação de lideranças regionais engajadas e atuantes em espaços de militância e trabalho.

Já a segunda fase é constituída no envolvimento da sociedade e das instituições através dos sete encontros regionais que foram realizados em sete estados diferentes, desde o início de abril. A terceira fase é o resultado da segunda, pois os encontros preparam os integrantes para o 9º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia, Vigilância em Saúde e Assistência Farmacêutica.

A última fase é construção de documentos com realizações de debates e audiências públicas com candidatos às eleições de 2022.”Não adianta pensar aqui e não agir, devemos dar a conhecer as nossas propostas e mostrar o que é prioritário para o Brasil”, ressaltou Liane.

Após apresentar o projeto aos presentes, a coordenadora convidou cinco representantes para comporem a mesa, que foram o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos, Fábio José Basílio; o farmacêutico e vereador por Goiânia, Raphael da Saúde; o Conselheiro Regional de Farmácia de Goiás, Flaubertt Santana, a tesoureira da Fenafar, Célia Chaves e a coordenadora do curso de Farmácia da Estácio, Adibe Khouri.

Abrindo a mesa, Fábio parabenizou os participantes pelo comprometimento com o projeto e expressou sua expectativa em relação a Goiânia.

“Nesse período de férias sabemos que várias pessoas viajam, mas tenho certeza que desse encontro vão sair várias propostas e encaminhamentos importantes para consolidar as políticas públicas”, disse o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos.

Em um tom descontraído, o conselheiro Flaubertt Santana falou sobre a importância de toda a equipe médica para dar suporte à população.

“Esse projeto tem um papel muito relevante para a comunidade, porque traz a realidade e a necessidade do sistema de saúde. Um serviço integral, equânime, acessível e de qualidade é um direito do povo”, ressaltou Santana.

O conselheiro também parabenizou o Integra e afirmou que “todas as entidades envolvidas nesse projeto merecem respeito, pois pensam na coletividade e não apenas em alguns profissionais, uma só categoria ou um tipo só de usuários. Afinal, isso é o SUS”, complementou.

Já o vereador, iniciou a sua fala expondo a sua felicidade por ter sido convidado a participar do evento. O parlamentar ressaltou que em muitos lugares, a assistência farmacêutica é negligenciada.

“Por interferência política, várias pessoas que não possuem conhecimentos sobre assistência farmacêutica são colocadas em cargos públicos e compram medicamentos que não são programados e acabam vencendo e gerando gastos”, disse Raphael.

Além de ser político, o vereador ainda atua como farmacêutico e também faz parte do sindicato da categoria. O parlamentar enfatizou também a relevância de discutir questões que impactam em melhorias para a população.

Dando boas-vindas aos participantes, a coordenadora do curso de Farmácia da Estácio, Adibe Khouri, disse sobre a influência do Projeto Integra para a vida dos profissionais e dos usuários do SUS.

“Esse projeto traz vários benefícios, como vigilância, assistência, conhecimento e diversas ideias que serão levadas para o simpósio. Isso é de grande relevância para a nossa profissão, pois traz valorização também para os profissionais”, falou Khouri.

Representando a Escola Nacional dos Farmacêuticos e a coordenação executiva do Projeto Integra, Célia Chaves parabenizou a faculdade Estácio por disponibilizar o espaço para a realização do último encontro e destacou que o simpósio tem um papel fundamental para a consolidação das políticas públicas.

“Nos anos 90, esse projeto integrava apenas a Assistência Farmacêutica, mas percebemos que apenas essa política pública não dava conta de tudo, logo incorporamos Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. Com a pandemia aflorou a necessidade de integrar a Vigilância em Saúde”, complementou Chaves.

Sobre a importância de políticos farmacêuticos, a representante da Enfar, ressaltou que cada profissional tem o seu papel junto a defesa e garantia de seus direitos, desde um parlamentar até um cidadão comum.

“A nossa categoria muitas vezes fala que não vai se envolver com política, mas todos nós somos seres políticos. Cada cidadão exercendo sua cidadania é um ser político. O envolvimento da política institucional, é fundamental, pois sem isso a gente não consegue conquistar os nossos direitos”, enfatizou Chaves.

Marinalva Sampaio redação ENFar

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