Sindifars realiza manifestações em hospitais para alertar farmacêuticos dos seus direitos

No último dia 12 de setembro, quarta-feira, no intervalo do almoço na entrada do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), os sindicatos que compõem o coletivo de sindicatos dos profissionais da área da saúde, a chamada intersindical de Porto Algre, juntamente com a Associação do Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC), fizeram um ato de repúdio e de mobilização.

 

 

 

No ato, as trabalhadoras e os trabalhadores desse importante hospital do estado do Rio Grande do Sul foram chamados para junto de uma apresentação na forma de esquete teatral demostrar os impactos da reforma trabalhista, da terceirização irrestrita na área da saúde e dos danos aos trabalhadores e trabalhadoras dos setores de Higienização, Nutrição e Vigilância do Hospital Mãe de Deus. Na semana anterior de forma extremamente abrupta, o hospital demitiu mais de 350 funcionários devido à contratação de uma empresa terceirizada para execução desses serviços de fundamentais e de grande importância para o funcionamento de um hospital do porte do Hospital Filantrópico Mãe de Deus, que já registra relato de pacientes internados nesse hospital da queda na qualidade do atendimento aos pacientes neste dito hospital Filantrópico e de caridade Mãe de Deus.

O Sindifars se fez presente ao ato de mobilização que também serviu para informar ao servidores do HNSC da grande má vontade da atual direção do Grupo Hospitalar Conceição em atender o que tinha sido assinado em Acordo Coletivo em 2017 para negociar e atualizar o valor de vale alimentação equiparado ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), o retorno dos dias de férias prêmio e a licença capacitação tão necessário e com importância para a qualificação dos profissionais que atuam na área do Sistema Único de Saúde (SUS). A grande desculpa apresentada pela Direção do GHC é que a SEST (Secretaria das Estatais) em Brasília não autoriza o aumento de nenhum valor em prol dos servidores das estatais nacionais.

Demissões no Mãe de Deus 

Na quinta-feira (6/9), poucas horas antes do início do feriadão de Independência, o Sindifars, através do Diretor de Negociações Masurquede Coimbra, participou da reunião de medicação entre o Sindisaúde e sua Assessoria Jurídica com o Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Representantes da Administração do Hospital Mãe de Deus sobre as demissão em massa de trabalhadores de alguns serviços de apoio do Hospital Mãe de Deus, que sem compaixão alguma e nem consideração demitiu da noite para o dia mais de 300 de seus colaboradores dos setores de Higienização e Nutrição de seus quadros para a entrada de uma empresa terceirizada, que irá prestar tais serviços. Como não houve nenhuma proposta de revisão da decisão da administração do hospital em anular as demissões duas novas reuniões foram realizadas na segunda-feira (10/9) e terça-feira (11/9).

O Sindifars tem acompanhado esse absurdo realizado pela direção do Hospital Mãe de Deus devido à grande possibilidade de que outras atividades do hospital possam ser terceirizada, haja vista, que essa instituição de saúde já há muitos anos passou a atividade de Análises Clínicas para um prestador de serviço contratado que há aproximadamente um ano demitiu profissionais farmacêuticos sem a reposição de tais profissionais, e que com essa onda de terceirização pode estimular a proliferação de contratação de profissionais como Pessoa Jurídica ou cooperativados.

Fonte: Sindfars

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