“O faturamento do setor farmacêutico demonstra que há capacidade para garantir uma remuneração digna aos trabalhadores.”
Na audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação, o debate sobre o piso salarial nacional dos farmacêuticos ganhou consistência técnica e política.
Em sua fala, o presidente da Fenafar destacou que a proposta é justa, necessária e viável, reforçando que o impacto financeiro é residual e não compromete orçamentos públicos nem a sustentabilidade do setor.
Fábio Basílio chamou atenção para o papel estratégico dos farmacêuticos no sistema de saúde, lembrando que são os profissionais mais acessíveis à população e atuam em todas as etapas do cuidado.
Também evidenciou a distorção salarial existente no país, com casos de remunerações incompatíveis com a formação e a responsabilidade da profissão.
Outro ponto central foi o enfrentamento de argumentos contrários ao piso. Segundo ele, não há evidências de que a medida provoque fechamento de estabelecimentos, e o faturamento expressivo do setor demonstra capacidade de absorção do reajuste.
“Não é o piso que quebra empresas, é a lógica de precarização que precisa ser superada”, disse.
Ao final, a avaliação foi positiva: os dados apresentados, inclusive por órgãos governamentais, reforçam que o piso é factível.
A medida, segundo a Fenafar, representa não apenas valorização profissional, mas um avanço concreto na qualidade do cuidado em saúde.
A Federação Nacional dos Farmacêuticos reafirma que seguirá mobilizada, junto aos sindicatos e à categoria, para garantir a aprovação do projeto e a implementação de um piso que assegure dignidade a quem sustenta o cuidado farmacêutico no Brasil.
A categoria está convocada a ampliar a luta pela aprovação do Piso, compartilhando informações com os colegas, pressionando os deputados e acompanhando as mídias sociais da @fenafar