O 8 de Março é um dia de luta, memória e organização coletiva. O Dia Internacional da Mulher nasce das mobilizações das trabalhadoras por direitos, dignidade e igualdade, nunca foi uma concessão, sempre foi conquista.
No mundo do trabalho, onde as mulheres são maioria em diversas categorias, as desigualdades persistem. Assédio moral e sexual, violência institucional, jornadas exaustivas, acúmulo de funções e desvalorização salarial fazem parte da realidade de milhões de trabalhadoras, e também das farmacêuticas. A violência contra a mulher também se expressa no ambiente de trabalho e precisa ser enfrentada com medidas concretas.
Por isso, a ratificação da Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho é uma pauta estratégica. A norma reconhece a violência e o assédio no trabalho como violações de direitos humanos e estabelece a responsabilidade dos Estados em preveni-los e combatê-los. O Brasil ainda não ratificou esse instrumento internacional. Ratificar a C190 é garantir proteção real às trabalhadoras.
Defendemos o fim da escala 6×1, com redução da jornada sem redução de salários. Não é possível falar em saúde, cuidado e qualidade de vida impondo rotinas que adoecem quem cuida. A luta por jornadas mais humanas é parte da defesa da vida das mulheres.
Defendemos também a instituição de um piso salarial nacional digno para farmacêuticas e farmacêuticos. A ausência de um piso nacional aprofunda desigualdades regionais e impacta especialmente as mulheres, que historicamente recebem menos e enfrentam maior precarização. Valorizar o trabalho farmacêutico é garantir remuneração justa em todo o país.
Essas bandeiras foram reafirmadas no 11º Congresso da Fenafar e integram o planejamento de 2026. Essas proposições só avançam em um ambiente democrático. Sem democracia, não há direitos; sem organização coletiva, não há conquistas. Nós, mulheres da Fenafar, sabemos que a nossa luta é central para a construção de um Brasil soberano, justo e com trabalho digno. Seguimos!