Diagnóstico laboratorial como política de Estado: Debate avança com apoio da Fenafar

Depois de marcar presença no Conselho Nacional de Saúde (CNS), o debate sobre a Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial no SUS (PNDL) também chegou ao Conselho Federal de Farmácia (CFF) durante a primeira plenária de 2026 realizada dia 28 de janeiro.

A presidenta da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Maria Elizabeth Menezes, acompanhada do presidente da Fenafar, apresentou o tema no plenário do CFF, reforçando a trajetória coletiva que vem sendo construída há mais de uma década em parceria com a Fenafar e o próprio CFF.

No mesmo dia, o tema havia sido debatido no Conselho Nacional de Saúde, onde foi deliberada a criação de um Grupo de Trabalho com participação do Executivo e do controle social para aprofundar, revisar e formular diretrizes da política.

Para a Fenafar, a PNDL representa muito mais do que a organização de um setor: trata-se de afirmar o diagnóstico laboratorial como parte estratégica do SUS, integrado ao cuidado, à clínica, à vigilância em saúde e à soberania sanitária do país.

O presidente da Fenafar, Fábio Basílio destaca que a Federação segue contribuindo nessa construção coletiva, fortalecendo o papel dos farmacêuticos e dos laboratórios públicos e privados que atuam a serviço do SUS, e contribuindo para que a PNDL avance como instrumento de cuidado, equidade e fortalecimento do sistema público de saúde.

Durante a apresentação, Maria Elizabeth destacou que esse processo histórico agora ganha forma concreta com o Projeto de Lei nº 5478/2025, em tramitação na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, que trata da Política Nacional de Diagnóstico Laboratorial.

Levar esse debate aos espaços do controle social e às instâncias do sistema profissional é um passo fundamental para garantir que o diagnóstico em saúde seja qualificado, público, regionalizado e comprometido com a integralidade da atenção.