Nota: A defesa da soberania da Venezuela é intrinsecamente ligada à soberania brasileira

A defesa da soberania da Venezuela é intrinsecamente ligada à soberania brasileira, ao direito à saúde e à dignidade do trabalho farmacêutico.

A desestabilização política, econômica e institucional de um país vizinho como a Venezuela não é um evento isolado, impactando diretamente toda a América do Sul. Tal situação fragiliza os processos de integração regional, a cooperação em saúde e acordos estratégicos como os do Mercosul. Tolerar ou apoiar intervenções externas, sanções unilaterais ou rupturas institucionais estabelece um precedente perigoso que enfraquece a soberania de todos os países, inclusive o Brasil, e limita a capacidade dos Estados de definir suas próprias políticas públicas.

Atacar a soberania da Venezuela pode significar um ataque à soberania de toda a América Latina — inclusive do Brasil — porque rompe um princípio fundamental das relações internacionais: o respeito à autodeterminação dos povos. Quando se aceita que um país latino-americano seja alvo de sanções unilaterais, bloqueios econômicos, ameaças ou intervenções externas, cria-se um precedente perigoso, que pode ser aplicado a qualquer outro país da região que adote políticas contrárias a interesses geopolíticos ou econômicos externos.

Os efeitos desses ataques se manifestam concretamente na saúde e no trabalho. O enfraquecimento das relações internacionais e dos sistemas públicos leva à descontinuidade de cadeias produtivas e à dificuldade de acesso a medicamentos, insumos farmacêuticos ativos e tecnologias em saúde. O Brasil, dependente da cooperação regional e de políticas soberanas para fortalecer seu Complexo Econômico-Industrial da Saúde, sente esses impactos no SUS, na assistência farmacêutica e no abastecimento. Essa situação intensifica a pressão sobre as condições de trabalho das farmacêuticas e dos farmacêuticos.

A solidariedade entre os povos, o respeito à autodeterminação e a cooperação regional são essenciais para assegurar sistemas de saúde robustos, acesso universal a medicamentos e a valorização do trabalho farmacêutico como componente vital da proteção social e da defesa da vida.

Atacar a soberania nacional significa atacar a democracia. Sem democracia forte e Estado soberano, o trabalho deixa de ser tratado como um direito e passa a ser visto apenas como custo. Defender a soberania é defender empregos, direitos, condições dignas de trabalho e a capacidade dos trabalhadores de construir um futuro com justiça social.

Nossa solidariedade ao povo venezuelano!

Leia Mais Sobre os Fatos

Centrais Sindicais – https://www.ctb.org.br/2026/01/03/nota-das-centrais-sindicais/

Convoca-se à mobilização contra o terror imperialista, em defesa da Venezuela e da soberania dos povos – https://www.ctb.org.br/2026/01/03/convoca-se-a-mobilizacao-contra-o-terror-imperialista-em-defesa-da-venezuela-e-da-soberania-dos-povos/

O Ataque à Venezuela é um Ataque à Toda América Latina – Por Silvana Conti – RED – https://red.org.br/noticias/o-ataque-a-venezuela-e-um-ataque-a-toda-america-latina/

Cebrapaz Condena Ataques Imperialistas Contra Venezuela – https://drive.google.com/file/d/1W1s07HBgfm3C2Syvg-d_-a_i8xZuOGb1/view?usp=drive_link

Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho  – CES – https://www.facebook.com/share/1AHczGS2v9/