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Ocorreu nesta terça-feira (05), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, a audiência pública “O financiamento do SUS frente aos anúncios do governo interino”, para debater o Sistema Único de Saúde (SUS). A audiência marcou o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa do SUS.

Fenafar em defesa do SUSA audiência foi presidida pelo Senador Paulo Paim e contou com a participação de diversos especialistas à mesa. Militantes em defesa do SUS e o Comitê Pró-Democracia estiveram presentes prestigiando a audiência.“O problema não é só a saúde. É o corte de um Ministério como o da Previdência, que vai afetar diretamente na saúde, é o corte de um Ministério do Desenvolvimento Social que previne problemas da saúde, fome e pobreza. É um golpe contra a democracia que atenta contra os princípios civilizatórios da sociedade brasileira”, afirmou Ronald Ferreira, Presidente da Fenafar e do Conselho Nacional de Saúde.

Assista a fala do presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos aqui.

Para Carlos Ocke, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA): “lutar contra a PEC 241 é lutar pela democracia, pela universalização do SUS”. A PEC 241/2016 estabelece teto e congela os gastos públicos por 20 anos, incluindo para a área da saúde. Dom Leonardo, Bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB), demonstrou sua grande preocupação com a PEC 241 e afirmou a importância da permanência do SUS, pois ele significa a inserção das pessoas mais pobres no direito à saúde.

Os diretores da Fenafar Célia Chaves, Márcio Batista e Lavínia Magalhães também participaram da atividade em Brasília.

frente parlamentarEstiveram também na mesa da audiência pública Isabela Soares Santos - Pesquisadora do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública (Daps/Ensp/Fiocruz) e Diretora Executiva do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Lígia Bahia - Professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da UFRJ (IESC/UFRJ) e integrante da Comissão de Política, Planejamento e Gestão da ABRASCO, Pedro Tourinho - Vereador de Campinas, professor de medicina da PUC, Geniberto Paiva Campos - Médico Cardiologista e Membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), Thierry Dudermel - Chefe da Cooperação da União Europeia no Brasil, Jovita José Rosa - Presidente do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), Carlos Alves Moura - Advogado e Secretário Executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz – CBJP, Cornelis Johanes Van Stralen - Presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Luiz Bassegio - Secretário Executivo do Grito dos Excluídos Continental e Coordenador Geral do Projeto Direitos Sociais e Saúde: fortalecendo a cidadania e a incidência política.

Fonte: Midia Ninja
Publicado em 06/07/2016

O Presidente da Fenafar e do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos, convoca em vídeo a população para a Marcha em Defesa da Saúde, da Seguridade e da Democracia. No dia 06 de julho com concentração às 09h na Catedral Metropolitana de Brasília. Assista

 

 

Estudo do Conselho Nacional de Saúde mostra como os Projetos de Emenda Constitucional (PEC) 04/2015, 143/2015 e 241/2016 inviabilizarão o Sistema Único de Saúde se forem aprovadas pelo Congresso Nacional.

Se estas propostas forem aprovadas haverá a “revogação tácita do dispositivo constitucional de que a saúde é direitos de todos e dever do Estado por absoluta insuficiência orçamentária e financeira a partir de 2017”, aponta o estudo do CNS.

O que as PEC's propõem

A PEC 04/2016, aprovada na Câmara dos Deputados, tramita no Senado como PEC 31/2016. Ela altera o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para prorrogar a desvinculação de receitas da União até 2023 e estabelecer a desvinculação de receitas dos Estados, Distrito Federal e Municípios. Se aprovada, a União poderá utilizar livremente parte de sua arrecadação. Além disso, ampliará a Desvinculação de Receitas da União (DRU) dos atuais 20% para 30% de todos os impostos e contribuições sociais federais. Cria mecanismo semelhante para estados, Distrito Federal e municípios – a Desvinculação de Receitas dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios (DREM) -, ficando desvinculadas 30% das receitas relativas a impostos, taxas e multas, não aplicado às receitas destinadas à saúde e à educação. Produz efeitos retroativamente a 1º de janeiro deste ano.

A PEC 143/2015 tem mais ou menos o mesmo escopo da anterior. Ela altera a Constituição Federal, para estabelecer que são desvinculados de órgão, fundo ou despesa, até 2023, 20% da arrecadação dos impostos dos Estados e dos Municípios, e dos recursos que cabem aos Estados e aos Municípios na repartição das receitas de impostos da União. E aumenta dos atuais 20% para 25% a desvinculação das receitas da União. Esta PEC já está pronta para ser votada no plenário do Senado Federal.

Se a PEC 143 estivesse em vigor em 2016 haveria uma redução de recursos para a Saúde de 15,6 bilhões oriundos da União, 11 bilhões dos estados e 18 bilhões dos muncípios, o que resultaria numa perda mínima total de R$ 44,6 bilhões. Seria o colapso do SUS.

Novo regime fiscal de Meirelles acaba com o direito à Saúde

No caso da PEC 241/2016, que cria um novo regime fiscal e nele estabelece um teto para as despesas primárias e acaba com o aumento de recursos para as áreas sociais por 20 anos. Na prática isso traz uma perda adicional de 14 bilhões de recursos para a saúde. Na prática, o novo regime fiscal não define teto, mas sim impõem uma redução de recursos para a Saúde e outras áreas sociais.

    

Na avaliação de Ronald Ferreira dos Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde e da Federação Nacional dos Farmacêuticos, toda essa agenda legislativa que impactam sob o direito à saúde é parte de um pensamento que volta com mais força de que o mercado pode suprir as necessidades da população em todas as áreas, é uma visão da supremacia do mercado sobre o Estado. Portanto, subverte a lógica do direito para a lógica do serviço e do consumo. Temos que combater essa visão.

Ronald destaca que a luta em defesa do SUS é a da busca de mais recursos, é a luta pela aprovação da Emenda Constitucional 01/2015 que já foi aprovada em primeiro turno no Senado e vai aportar mais recursos para fortalecer e ampliar o acesso a saúde.

A campanha em defesa do SUS e a 2ª Marcha em Defesa do SUS que vai mobilizar milhares de pessoas no próximo dia 06 de julho, em Brasília, e parte da mobilização social contra essas medidas regressivas e de ataque ao SUS e ao direito à Saúde.

Da redação
Publicado em 27/06/2016

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