; Movimento Social - Fenafar

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) convida as organizações da sociedade civil para participar de reunião aberta que discutirá a participação na consulta pública que vai preencher as cinco vagas de representantes da sociedade civil no Conselho Curador da EBC. O encontro será realizado na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na quinta 4 de agosto, às 19hs. A Fenafar é uma das entidades entre as mais de 400 que compõe o quadro de organizações filiadas ao FNDC.

 

O objetivo é mobilizar uma ampla participação social nesse processo, debater os desafios da comunicação pública na atualidade e, ao mesmo tempo, construir apoio a candidaturas representativas da sociedade civil nesse espaço, que é fundamental para a garantia de autonomia e independência da EBC e por mais diversidade e pluralidade na mídia.

Toda entidade do movimento social brasileiro pode participar do processo de escolha dos novos conselheiros. Basta ter no mínimo dois anos de existência para se cadastrar.  Saiba mais aqui. Os sindicatos também podem se inscrever. O processo de indicação contempla entidades nacionais e locais.

Para o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, fortalecer a comunicação pública é uma luta fundamental dos setores que defendem a democracia e, em particular, na luta em defesa do direito à Saúde e do fortalecimento do SUS. "A mídia privada, que é hegemônica em nosso país, se pauta pelos interesses do mercado. E o setor privado de saúde é um dos maiores anunciantes. É comum assistir notícias criticando o SUS, mas quando é que vemos algo crítico na mídia sobre a saúde privada? Por isso, defender uma comunicação pública, que esteja pautada pelo interesse público é importante. Temos que fortalecer essa luta e mais, temos que incidir mais para fazer com que os temas de saúde pública e de políticas de saúde sejam tratados de forma adequada".

No momento de inscrição, as entidades podem indicar até três nomes para compor o Conselho de acordo com os critérios definidos no edital: pessoas com reconhecida atuação nos seguintes segmentos da sociedade brasileira: área da infância e adolescência; área de cultura e universo artístico; campo LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais); setor empresarial; e área ambiental ou do campo. O prazo final para inscrição e envio das candidaturas ao Conselho Curador é 20 de agosto. O processo deverá preencher as vagas que ficam em aberto com o fim dos mandatos de Cláudio Lembo, Heloisa Starling, Ima Vieira, Paulo Derengoski e Wagner Tiso. O texto é fruto de contribuições da sociedade colhidas em uma consulta e uma audiência pública sobre o tema. 

Renata Mielli, coordenadora-geral do FNDC, afirma que fazer uma articulação das várias entidades do movimento social para ter uma participação coesa é estratégica para a luta em defesa da comunicação pública, principalmente num momento de ataque à EBC. Ela lembra que a empresa foi o primeiro alvo da artilharia do governo interino, que só recuou após a reação dos movimentos sociais em defesa da empresa e da comunicação pública. Esse recuo, no entanto, é somente uma trégua que certamente cessará com a confirmação do golpe após a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma no Senado, ressalta Mielli. "Portanto, precisamos ocupar os espaços disponíveis de forma articulada e fruto de um processo de discussão e unidade".

Entre as cinco vagas será garantida a presença de pelo menos quatro mulheres, três negros(as) ou indígenas e um(a) jovem entre 15 e 29 anos. O Conselho também levará em conta o equilíbrio nas representações de cada região do país dentro do colegiado, buscando contemplar o preenchimento de uma nova vaga por região.

Serviço

Reunião aberta sobre participação na consulta pública para representantes da sociedade civil no Conselho Curador da EBC

Data: 4/8/2016 | Hora: 19h

Local: Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Endereço: Rua Rego Freitas, 454 - 8º andar. Sl. 83, CEP 01220-010 - República, São Paulo-SP

Publicado em 29/07/2016

A Frente Povo Sem Medo, organização que reúne diversos movimentos sociais do país entre eles a CTB, sairá às ruas de todo o Brasil, no próximo dia 31 de julho em defesa da democracia.

 

Os principais eixos para a manifestação são o repúdio ao governo golpista de Michel Temer, a convocação de um plebiscito (clique aqui e participe da enquete da Central) para saber se a população é a favor de novas eleições presidenciais e a defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

“Por não ter sido eleito por ninguém e aparentemente não buscar reeleição, [Temer] coloca-se numa situação em que não precisa prestar contas à sociedade”, denuncia a convocatória da FPSM (leia a íntegra aqui).

De acordo com o secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes, “este é o momento de a população manifestar seu repúdio contra este governo ilegítimo e golpista que quer acabar com os direitos conquistados pela classe trabalhadora”, expressou o sindicalista.

Várias cidades já confirmaram suas mobilizações entre elas: São Paulo, Goiânia, Recife, Fortaleza, Brasília, João Pessoa, Curitiba e Uberlândia.

Em São Paulo, a mobilização será a partir das 14 horas no Largo Da Batata (Av. Brigadeiro Faria Lima, Pinheiros – próximo da estação Faria Lima do metrô). Confirme sua participação no evento do facebook 

Fonte: CTB
Publicado em 27/07/2016

O movimento sindical deu um importante sinal de sua força e unidade nesta terça-feira (26), ao reafirmar durante assembleia nacional em São Paulo que não irá aceitar redução ou cortes de direitos e garantias trabalhistas por parte do presidente em exercício Michel Temer. A mobilização é também uma resposta à sinalização do ministro do trabalho interino com uma reforma trabalhista que vai flexibilizar direitos e ampliar jornada de trabalho.

 

Com a palavra de ordem Fora Temer!, cerca de 600 dirigentes sindicais de todo o país, representando as seis principais centrais sindicais brasileiras, deixaram de lado as divergências e lançaram um documento unitário com críticas à gestão interina, contra a flexibilização da CLT, a reforma da previdência, o desmonte das políticas de inclusão social e em defesa do emprego e das garantias dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

A CTB foi representada pelo presidente interino Nivaldo Santana, que destacou a maturidade das centrais em superar divergências e se unir neste cenário de crise e ameaças. “A classe trabalhadora está perplexa e assustada com a agenda retrógrada que está sendo apresentada aos brasileiros. É uma piada de mau gosto abrir este saco de maldades e dizer que isto é para o bem do país”, disse Santana.

O dirigente enumerou algumas “maldades”, entre elas o novo marco regulatório do petróleo (que entrega o pré-sal às grandes petrolíferas estrangeiras), a desvinculação de recursos da união, que reduz verbas das áreas sociais, a retomada da política de privatizações e o ataque à agenda trabalhista, que promove uma desregulamentação geral do trabalho e pode acabar com a CLT, o conjunto de leis que há 73 anos garante direitos básicos e essenciais à classe trabalhadora.

Santana também menciona o projeto da terceirização, ainda em tramitação no Congresso, que precariza ainda mais as condições de trabalho. "Desde a fundação, a CTB defende um projeto de desenvolvimento com valorização do trabalho", diz ele. "Consideramos que a retomada da unidade das centrais, que já agendou para 16 de agosto o seu Dia Nacional de Luta, irá enfrentar e derrotar esta agenda conservadora".

Entre as principais críticas e reivindicações do documento das centrais estão: a urgência na redução da taxa de juros; a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição de salários; a retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana, ampliando os instrumentos para financiá-la; retomada e ampliação dos investimentos no setor de energia, como petróleo, gás e fontes alternativas renováveis, em especial a Petrobrás e o Pré-Sal. Leia a íntegra do documento aqui.

Mobilização geral

As centrais sindicais definiram o dia 16 de agosto como o Dia Nacional de Luta, data de mobilizações em todo o país "para enfrentar e derrotar a agenda conservadora". Participaram da assembleia de hoje, lideranças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

Fonte: CTB
Publicado em 27/07/2016

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