; Movimento Social - Fenafar

O Portal CTB acaba de lançar um novo vídeo-reportagem sobre a conjuntura política e, desta vez, foca nas ameaças aos direitos da classe trabalhadora representadas pela reforma da previdência e pela extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

 

Intitulado “O preço do golpe”, a reportagem foi às ruas ouvir a opinião dos brasileiros do campo e da cidade. Políticos, trabalhadores, trabalhadoras e lideranças sindicais falam sobre as mudanças que estão em curso no país e que vêm se agravando ao longo do governo interino de Michel Temer, podendo gerar um enorme retrocesso nos direitos e garantias sociais e trabalhistas até então assegurados.

Entre os destaques, a reforma previdenciária e a proposta de igualar a idade mínima para o benefício entre homens e mulheres, e também o forte baque que representará à agricultura nacional o fim do MDA, denunciado por lideranças do campo, como o presidente da Contag, Alberto Broch, e o dirigente da CTB, Vilson Luiz da Silva, e José Alves Duarte, da Fetag-BA, entre outros.  

 

Fonte: CTB Publicado em 27/06/2016

Em reunião, nesta terça-feira (21), o Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT) decidiu que não interessa para as mulheres dialogar com o governo golpista e machista de Michel Temer.

 

“Tiramos uma posição unânime contra o golpe”, afirma Gilda Almeida, secretária de Finanças Adjunta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e integrante da Comissão Nacional de Mulheres da central. Gilda também é diretora de relações internacionais da Fenafar.

Gilda explica que “as dirigentes das secretarias de mulheres das centrais que compõem o Fórum (CTB, CUT, Nova Central, Força Sindical e UGT) definiram posição contra todas as medidas que estão sendo tomadas pelo governo golpista”.

Por isso, o FNMT é contra a reforma da previdência, essencialmente sobre elevar a idade mínima para aposentadoria para 65 anos. Também “vamos elaborar um documento contra os retrocessos na saúde pública, na educação, na cultura e nos direitos sociais e individuais, propostos por Temer”.

Na reunião ficou definido ainda que é muito importante defender a manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família, o Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), dentre outros necessários para “combater a desigualdade social”, reforça.

O Programa de Valorização do Salário Mínimo foi entendido com essencial para aquecer a economia e elevar o patamar de vida dos mais pobres, principalmente, o FNMT defende “que os aumentos acima da inflação para o mínimo sejam referência para o pagamento de aposentadorias e pensões, como tem sido feito nos últimos anos”.

O FNMT vai ainda lançar um documento que para “debater o impacto sofrido pelas trabalhadoras com o rebaixamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres, assim como os projetos perniciosos que tramitam no Congresso Nacional”.

Também foi deliberado marcar audiência pública na Câmara dos Deputados ou no Senado para denunciar a violência e a discriminação que as mulheres sofrem no Brasil, “amplificada com esse governo golpista”, diz Gilda.

Além de defender que é fundamental combater a cultura do estupro, o FNMT definiu o lançamento de uma cartilha abordando a Convenção 156, da Organização Internacional do Trabalho, que pretende a igualdade de oportunidades e de tratamento para trabalhadores e trabalhadoras, assim como as suas responsabilidades familiares.

Outra unanimidade do FNMT foi sobre a necessidade de participação no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a importância de se contrapor ao projeto de lei 07/2016, que pretende alterar a Lei Maria da Penha, prejudicando as vítimas de violência.

“As mulheres das centrais sindicais presentes decidiram também a realização de um ato público em Brasília em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), da educação pública e de combate à violência contra as mulheres e pelo fim da cultura do estupro”, finaliza Gilda.

Fonte: CTB
Publicado em 24/06/2016

Após a reunião do coletivo nacional da Frente Brasil Popular (FBP), nesta segunda-feira (20), ficou definida uma extensa agenda de mobilizações populares em todo o país para os próximos meses de 2016. As atividades incluem atos de protesto, marchas, caminhadas, festivais e debates, todos norteados pelas palavras de ordem: “Não ao golpe. Fora Temer!”.

 

A Frente é formada por dezenas de entidade civis, sindicais e partidárias e nasceu como uma força política e social contra o avanço conservador em curso no país, com ameaça de forte retrocesso nos direitos sociais e trabalhistas. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, presidida por Adilson Araújo, integra o movimento desde o ato de sua fundação no ano passado.

A proposta agora é intensificar a mobilização popular e os próximos meses abrigarão uma diversidade de protestos e manifestações por direitos sociais. Alguns deles devem contar com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Nesta sexta-feira (24) um ato em defesa da Petrobras, do pré-sal e da soberania nacional ocorrerá em São Paulo, na avenida Paulista.

Na outra semana, na quarta-feira (29), haverá o Ato em defesa da Democracia, da Educação Pública, e dos Direitos dos trabalhadores em Educação, que vai mobilizar todos os segmentos relacionadas com a educação para denunciar as medidas do governo interino de Michel Temer. O protesto será em frente ao Ministério da Educação e Cultura, em Brasília.

No dia 6 de julho haverá uma marcha em Brasília em defesa do SUS, e entre os dias 18 e 23 de julho diversos atos vão marcar a semana de manifestações pela saúde pública no país. Os servidores públicos das esferas federal, estadual e municipal saem às ruas no dia 12 de julho na Marcha Nacional dos Servidores dos Servidores Públicos, em Brasília.

Outros temas que serão lembrados nos protestos e mobilizações populares são os direitos das mulheres, a defesa de uma política externa “ativa e altiva” e a permanente resistência ao golpe e à retirada de direitos sociais e trabalhistas.

Olimpíadas

Uma marcha popular marcará a abertura das Olimpíadas no dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro, e um acampamento de resistência em Brasília – o Acampamento Nacional Popular - vai acompanhar a votação do impeachment que deverá acontecer entre os dias 16 e 17 de agosto.

Confira os eventos já programados no país:

Junho

Dia 24/06 – Ato em defesa da Petrobrás em São Paulo

Dia 25/06 - Marica- RJ: encerramento do Festival Internacional da Utopia

Dia 27/06 – Caravana da Democracia em Pernambuco

Dia 28/06 – Ceará: Ato da Juventude com Dilma e encontro com governador e ato de rua

Dia 29/06 - Pará Ato em Belém

Dia 29/06 - Encontro de Direitos Humanos contra o Golpe em Brasília

Dia 29/06 – Ato Nacional em defesa da Educação

Dia 30/06 - Plenária Nacional da Educação

Dia 30/06 - São Paulo ato das Mulheres – a confirmar

Dia 30/06 – Festival Internacional da Resistência (Salvador-BA)

Julho

Dia 2/07 - Caminhada da Liberdade, da Democracia e contra o Golpe - Salvador - BA

Dia 4/07 - Ato dos Juristas no auditório Petrônio Portela no Senado Federal

Dia 4/07 – Ato “Em defesa de uma política externa ativa e altiva”, com Celso Amorim, em São Paulo, na Casa de Portugal.

Dias 5 e 6/07 – Encontro dos Juristas em Defesa da Democracia em Brasília

Dia 6/07 – Movimento Negro contra o Golpe – Ato em Belo Horizonte

Dia 6/07 - Marcha em defesa do SUS, da Seguridade Social e da Democracia em Brasília.

Dia 11 a 16/07 – Jornada Nacional de Panfletagem

Dia 12/07 - Marcha dos Servidores das Estatais em Brasília

Segunda quinzena de Julho (indicativo) – “Encontro Nacional da Classe Trabalhadora”, em São Paulo.

Dia 18/07 – Reunião do Coletivo Nacional da FBP, em São Paulo.

Dia 18 ao 23/07 – Semana nacional em defesa do SUS – Contra a retirada dos médicos estrangeiros

Dias 19 e 20/07– Tribunal Internacional de Julgamento dos Golpistas, no Rio de Janeiro, Teatro Casa Grande.

Dia 25/7 – Dia latino-americano e Caribenho da Mulher Negra

Dia 25/7 - Mobilização unitária dos trabalhadores rurais em Aracajú-SE

25 a 31/7: Jornada Nacional dos Trabalhadores Rurais.

Dia 26/7 - Congresso Nacional de Estudantes de Agronomia, em Fortaleza-CE

Dia 29/7 - Concentração de camponeses no Assentamento Dionísio Cerqueira, em no oeste de Santa Catarina

Dia 30/7 - Jornada de Agroecolog no Paraná

Dia 30/07 – Plenária sobre a Reforma urbana e a luta pela Democracia, em São Paulo

Agosto

Dia 1/8 - Vigília Inter-Religiosa no Rio, tendo como eixo a exclusão social nas Olimpíadas.

Dia 5/8 - Marcha nacional contra o Golpe na abertura das Olimpíadas, no centro do Rio de Janeiro.

10 dias prévio à votação no Senado - Acampamento Popular em Brasília

17/08 – Indicativo de Votação no Senado

28/08 – Plenária da FBP em São Paulo

Novembro

12 a 15/11 – II Conferência da Frente Brasil Popular  

Fonte: CTB
Publicado em 22/06/2016

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