; Movimento Social - Fenafar

Diversas entidades ligadas às áreas da saúde realizam uma ação unificada em defesa da democracia e do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta terça-feira (10), dia em que ocorrem várias paralisações nacionais para protestarem contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

 

A “Vigília Unificada da Saúde pela Democracia e pelo SUS”, nome dado à atividade dos profissionais da saúde, pretende chamar atenção para o risco que o sistema público de saúde do país estaria correndo com um possível governo de Michel Temer, caso o golpe contra a Rousseff se concretizasse.

Em São Paulo, a ação acontecerá no Centro de Saúde Paula Souza, das 20h às 23h. Em Brasília, a atividade será em frente ao Ministério da Saúde, das 19 às 23h. Também já tem ação confirmada em Recife, Floranópolis, Uberlândia, Petrolina, Belo Horizonte e Campinas (Veja mais informações logo abaixo).

As ações acontecem em diversas cidades de todo o país, e ocorrerão na véspera da votação no Senado Federal da admissibilidade do impeachment de Dilma. “Nós, trabalhadoras e trabalhadores da Saúde, militantes e ativistas do SUS, cidadãos e usuários temos à frente o dever de defender a garantia de tudo o que foi conquistado com a luta do povo neste País! E o SUS é uma das maiores conquistas da Luta Popular!”, diz uma parte do manifesto.

 

Confira os locais e horários dos atos:

São Paulo – Centro de Saúde Paula Souza – 20h às 23h

Distrito Federal – Ministério da Saúde – 19 àss 23h

Recife – Terreo do HR – 15h

Florianópolis – Largo da Alfandega – 17h

Uberlândia – CC Umuarama – 18h

Petrolina – Praça do Bambuzinho- 15h

Belo horizonte – na Praça da Liberdade – 18h30

Campinas – Centro – 17h

Abaixo, confira na íntegra a convocatória do ato:

Vigília Unificada da Saúde pela Democracia e pelo SUS

Atravessamos um período conturbado onde direitos democráticos estão amplamente ameaçados e correm o risco real de graves retrocessos. Dentre eles o Direito Constitucional a Saúde. Os riscos são diversos e vão desde o estrangulamento de seu financiamento até a entrega desse direito para entes privados. Nós, trabalhadoras e trabalhadores da Saúde, militantes e ativistas do SUS, cidadãos e usuários temos à frente o dever de defender a garantia de tudo o que foi conquistado com a luta do povo neste País! E o SUS é uma das maiores conquistas da Luta Popular!

Nenhum passo atrás!

Assim, todos os movimentos e entidades abaixo-assinados irão às ruas no dia 10 de maio, véspera da votação no Senado da admissibilidade do Impeachment de uma Presidenta eleita e a qual não cabe crime de responsabilidade ou quaisquer outras acusações, para realizar atos simbólicos em torno de locais de Referência do SUS para a população em todas as cidades possíveis, com uma Vigília em prol da Democracia e Avanços na Saúde!

Carregaremos luzes, velas, faixas e cartazes com os mais diversos dizeres que simbolizam nossa Luta plural em defesa do Direito à Saúde. Cada entidade ou movimento está chamado a trazer a sua bandeira e se somar neste movimento que mostrará aos golpistas que estaremos vigilantes e não aceitaremos nenhum retrocesso no Direito à Saúde em nosso País!

Os Atos acontecerão em várias cidades pelo País e cada coletivo está chamado a se unir nesta ampla corrente pela Saúde Pública e Contra o Golpe!

Assinam:

Associação Brasileira de Redução de Danos – ABORDA

Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco

Associação de Obstetrizes e Centro Acadêmico de Obstetrícia – EACH/USP Leste

Associação De volta para Casa

Associação Jose Martins de Araujo Filho

Associação Mente Ativa – AMAT São Bernardo do Campo

Associação Paulista de Saúde Pública – APSP

Central Única dos Trabalhadores – CUT

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes

Coletivos de Saúde e Democracia

Comitê Popular de Saúde em Defesa da Democracia Recife-PE

Confederação nacional dos Trabalhadores de seguridade social – CNTSS

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG

Conselho Federal de Serviço Social

Conselho Ouvidor de Direitos Humanos de Cotia

Conselho Regional de Psicologia de São Paulo

Federação dos Trabalhadores da Seguridade Social – FETSS

Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR

Federação Nacional dos Psicólogos – FENAPSI

Fórum Popular de Saúde Mental do Grande ABCDMRR

Frente Democracia e Saúde

Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo

Frente Estadual Antimanicomial do Rio de Janeiro

Levante Popular da Juventude

Mídia Diabetes e Democracia

Movimento Chega de Descaso

Movimento Nacional da Luta Antimanicomial

Movimento Nacional de Direitos Humanos – Núcleo SP

ONG Sã Consciência

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares

Rede Nacional Internucleos da Luta Antimanicomial – RENILA

Sindacs GSP

Sindacs Vale do Paraíba

Sindicato dos Psicólogos de São Paulo – SinPsi

SindSaude – ABC

SindSaude – Guarulhos

SindSaude – SP

SinssP – Sindicato dos Trabalhadores no Seguro Social

União Nacional dos Estudantes – UNE

Residência Multiprofissional de Saúde Mental do Ipub/UFRJ

Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia

Associação arte e loucura Nau da liberdade- RS

Associação Médica Nacional – Maíra Fachinni

UNA- NACIONAL LGBT

ABGLT- Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais

Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo

Fonte:Saúde Popular
Publicado em 10/05/2016

De norte a sul do país irão ocorrer mobilizações no próximo dia 10. Atos, paralisações, debates serão organizados pelas entidades do movimento social brasileiro para mostrar que a sociedade não aceitará ataques aos direitos conquistados nos últimos anos e nem à democracia.

Com o objetivo de fortalecer a mobilização para o dia 10 de maio, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), lança uma campanha de divulgação e disponibiliza os materiais da central.

Em artigo publicado no portal da CTB, o presidente da central, Adilson Araújo, analisa o difícil momento político brasileiro e convoca a sociedade a se mobilizar contra os graves ataques à democracia que vêm sendo perpetrados pelas forças conservadoras, protagonizados por “forças conservadoras”, capitaneadas pelos tucanos, que “contam com forte apoio em setores do Poder Judiciário e Polícia Federal, bem como a desavergonhada cumplicidade dos meios de comunicação monopolizados pela burguesia, sob a liderança da Rede Globo, próspero e diabólico rebento do regime militar”.

Adilson chama a atenção para as arbitrariedades cometidas, que rasgam a Constituição e ameaçam os “direitos fundamentais dos indivíduos” e que têm o objetivo de restringir a liberdade e a democracia e impetrar “ataques à soberania nacional com a entrega da Petrobras e do pré-sal e completa submissão a Washington, bem como a privatização da CEF e BB, a extinção de conquistas como a lei da valorização do salário mínimo, a reforma trabalhista com terceirização generalizada e a prevalência do negociado sobre o legislado”.

Neste sentido, o presidente da CTB conclama a todos e todas para saírem às ruas neste dia 10. Leia a integra do artigo de Adilson Araújo aqui.

Da redação com CTB
Publicado em 09/05/2016

Com o objetivo de avaliar a conjuntura nacional e traçar uma estratégia para barrar a onda conservadora que mira os direitos sociais e trabalhistas, rasgando a Constituição Federal, o Conselho Político Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aprovou resolução com ampla orientação para a defesa dos direitos e a resistência à onda golpista.

 

Resolução do Conselho Político Nacional da CTB

Reunido em São Paulo no dia 3 de maio de 2016 com o propósito de analisar a conjuntura política, o Conselho Político Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aprovou a seguinte resolução:

1- O Brasil vive um momento político grave e particularmente perigoso para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras;

2- Está em curso no país um golpe de Estado, dissimulado por um processo de impeachment sem nenhuma base legal, que constitui uma séria ameaça contra a democracia, a soberania nacional, a CLT e conquistas seculares da classe trabalhadora;

3- A conspiração golpista vem de longe, marcou presença nas manifestações de 2013 e 2014 (estas últimas sob a palavra de ordem “Não vai ter copa”), manipuladas no sentido de criar um ambiente de caos social e enfraquecer e desestabilizar o governo Dilma. A ofensiva foi redobrada após a reeleição de Dilma até desaguar no impeachment comandado por um réu do STF;

4- Uma análise mais abrangente da realidade sugere que não se trata de um movimento restrito ao nosso país, mas de uma onda conservadora bem mais ampla, que tem por pano de fundo a crise econômica e geopolítica do capitalismo e da ordem imperialista internacional hegemonizada pelos EUA. Revezes eleitorais recentes das forças democráticas na Argentina, Venezuela e Bolívia, bem como os golpes em Honduras (2009) e Paraguai (2012), são acontecimentos que integram o mesmo fenômeno;

5- Aqui, como noutros países da Nossa América, observa-se a união das burguesias e latifundiários locais com a aristocracia financeira internacional, capitaneada pelo imperialismo estadunidense, no empreendimento reacionário. Trata-se das mesmas classes sociais que estiveram por trás do golpe militar de 1964. Os obscuros objetivos dos golpistas transparecem nas entrelinhas de seus projetos de governo;

6- No documento intitulado “Ponte para o futuro” (do PMDB) Temer promete ao patronato acabar com a CLT, estabelecendo o primado do mercado sobre a Lei e impondo a terceirização irrestrita e generalizada da economia. Acena também com um duro ajuste fiscal, ampliação da DRU (Desvinculação das Receitas da União) e, por consequência, redução das já escassas verbas para saúde, educação e programas sociais; o fim da política de valorização do salário mínimo, redução do valor de benefícios previdenciários e fixação de uma idade mínima para a aposentadoria. O PSDB segue pelo mesmo caminho numa carta com 15 pontos encaminhada ao vice golpista. Não foi sem razão que a Fiesp, CNA, CNI e centenas de entidades empresariais apoiaram e patrocinaram o impeachment;

7- O capital estrangeiro, e especialmente os EUA (que mantiveram eloquente silêncio sobre o golpe, apoiando-o nos bastidores), seriam contemplados com a entrega do pré-sal, privatizações (inclusive da Petrobras), e destacadamente a mudança da política externa, que tende a voltar as costas à integração latino-americana e caribenha, sabotar o Mercosul, a Celac e o Brics, e restaurar a diplomacia dos pés descalços de FHC. Desta forma, o golpe vai ao encontro da estratégia dos EUA de recompor sua hegemonia imperialista no continente americano e em todo o mundo;

8- Ao interditar um projeto democrático, patriótico e popular que, bem ou mal, vinha sendo implementado no Brasil desde 2003, o consórcio golpista pretende restaurar um programa neoliberal que confronta os interesses nacionais e os direitos sociais. O processo pelo qual tomam de assalto o Palácio do Planalto é ilegítimo e marcadamente antidemocrático. Não devemos ter dúvidas de que para impor a agenda conservadora eles vão apelar para a criminalização das lutas e dos movimentos sociais, restringindo a democracia e recorrendo cada vez mais ao autoritarismo. Salta aos olhos o caráter antidemocrático, antipopular e antinacional do golpe.

9- Frente a esta realidade o Conselho Político Nacional da CTB orienta o conjunto da militância e lideranças da nossa central classista a intensificar os esforços de esclarecimento e mobilização das bases para a luta sem quartel contra os golpistas, em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. Neste sentido, é necessário organizar nos sindicatos e nas bases Comitês em Defesa da CLT e iniciar, desde já, os preparativos para o Dia Nacional de Luta e Paralisações convocado para 10 de maio pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. Somente por meio de grandes batalhas de classe vamos reabrir o caminho para um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento com Democracia, Soberania e Valorização do Trabalho proposta pela Conclat.

São Paulo, 3 de maio de 2016

Conselho Político Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

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