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Dia Nacional de Paralisações levou milhares às ruas do Brasil contra a PEC da Morte

Movimento Social

O país viveu na sexta-feira (11) um dia de intensos protestos e paralisações em pelo menos 20 estados brasileiros e mais de 50 cidades, reunindo variadas categorias como bancários, metalúrgicos, petroleiros, farmacêuticos, químicos, professores e servidores, liderados pelas principais centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Também foram às ruas estudantes, movimentos de mulheres, negros, lgbt's de luta pela democratização da comunicação. Os atos foram um recado claro da classe da sociedade contra propostas de retrocessos em direitos sociais e trabalhistas imposta pelo governo de Michel Temer, principalmente a PEC 55 (antiga PEC 241) e as reformas trabalhista e da Previdência Social.

 

Em São Paulo, a Praça da Sé foi o palco para uma manifestação que reuniu mais de 5 mil pessoas no período da tarde. A pauta dos discursos da noite foi dupla: primeiramente, contra a presidência golpista de Michel Temer, mas também contra a aprovação da proposta que congela os orçamentos de saúde, educação e serviços públicos por 20 anos. Como em outras cidades, as lideranças falaram de forma unitária sobre esses temas.

O presidente da CTB, Adilson Araújo lembrou que esta não é a primeira vez que a classe trabalhadora tem que enfrentar um presidente neoliberal no Brasil. “Foi naquele momento, sob a presidência de FHC, que a classe trabalhadora conseguiu formar o acúmulo de forças em torno dos programas estruturantes que impactaram na vida do nosso povo. E nós vamos fazer isso de novo!”. Ele mencionou, no entanto, que existem diferenças fundamentais entre aquele momento e esse, em especial o uso político do Judiciário para a aprovação de medidas sem a necessidade de diálogo com o Congresso Nacional.

Ao final, declarou: "É necessário compreender o papel da unidade neste momento. Mostraremos ao presidente sem voto que nossa força vem de longe e que ninguém deve ousar tocar em nossos direitos".

Na sua avaliação, as paralisações e atos do dia 11 foram surpreendentes. “A classe trabalhadora vai tomando ciência de que está em curso uma agenda extremamente neoliberal, que quer cortar direitos da CLT e rasgar nossa Constituição. E por isso levantou muito cedo e deu uma resposta à altura do que este governo ilegítimo merece", afirmou Adilson, durante ato na praça da Sé, no final da tarde.

A defesa desses ideais ecoou em todos os estados participantes. No Distrito Federal, os atos reuniram centenas de pessoas no Museu Nacional e Esplanada dos Ministérios, além de registrar paralisações na Universidade de Brasília e em diversos órgãos públicos. Em Manaus, mais de 2 mil pessoas participaram, inclusive a presidenta da CTB-AM, Ísis Tavares. “Nós visitamos escolas e postos de trabalho, promovendo debates e levando informações às bases”, disse. Ela ressalta também que ocorreram protestos em inúmeras cidades do interior do Amazonas. A cidade de Vitória viu mobilização similar, com mil pessoas.

A construção do próximo ato já está em andamento, e sua data de execução determinada para o dia 25 de novembro, daqui a duas semanas. Os detalhes desta nova data, no entanto, ainda estão indeterminados. O Portal CTB informará assim que possível sobre as determinações da Frente Brasil Popular.

Da redação com CTB e agências / Foto: Mídia Ninja
Publicado em 14/11/2016

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