; Fenafar e Sindicato em ação - Fenafar

A Federação Nacional dos Farmacêuticos vem a público manifestar sua indignação com a declaração do ministro interino da Saúde, Ricardo Barros. Durante uma atividade na cidade paranaense de Ponta Grossa, Barros ao referir-se sobre o Programa Mais Médicos disse: “Enquanto tivermos locais em que os médicos brasileiros não queiram ir, teremos lá um médico cubano. É melhor um médico cubano do que um farmacêutico ou a benzedeira para atender a população”.

O ministro demonstra seu desconhecimento sobre a área que comanda no governo federal ao se manifestar de forma preconceituosa e desrespeitosa contra uma categoria que reúne mais de 200 mil profissionais no país, atuando nas mais diferentes áreas.

Somos uma categoria de profissionais de saúde, de nível superior, com compromissos e condutas a serem cumpridas. Lutamos ao longo de décadas para garantir que a saúde seja, efetivamente, uma área de atuação multidisciplinar, onde cada profissão cumpre um papel que é complementar à outra, inclusive a do médico. No caso do farmacêutico, nosso foco de trabalho é o medicamento e a correta orientação para que o seu uso seja racional.

As ações interdisciplinares de promoção da saúde, como preconizam as diretrizes do SUS, devem ter como foco o paciente e não a doença.

Outrossim, não podemos deixar de registrar que os saberes milenares ligados à cultura popular também merecem o seu devido respeito, pois são muitas vezes a única esperança de milhares de brasileiros que ainda não têm acesso ao SUS. Disso decorre nossa luta incansável e inabalável para impedir retrocessos nas políticas públicas de Saúde, duramente conquistadas pela sociedade nos últimos anos. A defesa intransigente do Sistema Único de Saúde, de sua ampliação e do seu fortalecimento para levar saúde de qualidade a todos e todas é estruturante.

Por tudo o que foi exposto, a Federação Nacional dos Farmacêuticos exige que o Ministro da Saúde trate os profissionais, as profissões a saúde o o SUS com respeito.  

Federação Nacional dos Farmacêuticos.

Publicado em 24/06/2016

A diretoria do Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) participou nesta quarta-feira, 22 de junho, de audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALEMG) que abordou a Assistência Farmacêutica no Estado.

 

Ao lado de representantes do Fórum de Patologias e Deficiências que questionaram a deficiência do Estado em fornecer vários medicamentos, a diretora Júnia Lélis defendeu que é preciso pensar a Assistência farmacêutica para além da aquisição e distribuição de medicamentos. Ela ressaltou, ainda, que a nova política de Assistência Farmacêutica do Estado deve ser uma prática de garantia da qualificação do acesso, da prescrição e da estruturação física das unidades de atendimento aos usuários.

A integrante do Conselho Estadual de Saúde, Lourdes Machado, que representa também o Conselho Regional de Psicologia alertou para os riscos do excesso de medicalização no Brasil. Na opinião dela o país vive um processo patologizante, em que tudo é considerado doença. Ela exemplificou isso citando uma pesquisa feita pelo Sinfarmig, que aponta Bonfim embora uma das menores cidades de Minas como uma das que mais consome Clonazepam. Para Lourdes Machado, devido a aproximação cada vez maior entre a medicina e a indústria farmacêutica, está havendo uma inversão com a criação do medicamento antes da definição do transtorno para ele.

Sobre a falta de medicamentos denunciada, o Superintendente de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), Homero Souza Filho, explicou que a situação está em franca melhoria tanto que a redução de medicamentos indisponíveis foi de mais de um terço em relação ao governo anterior. “Fizemos uma força-tarefa realizar as licitações e atualmente fornecemos 450 medicamentos e ampliamos de 140 para 340 aqueles da cesta de remédios básicos”.

Homero Filho relatou que o governo anterior terceirizou a logística provocando atrasos na entrega dos medicamentos vencidos. “Esse problema levou a uma ampliação do processo de judicialização, com consequências danosas para todo o sistema e o cidadão”, esclareceu. De acordo com ele, o contrato de R$ 20 milhões com a empresa foi rompido e a situação está sendo regularizada. Segundo Homero, o governo optou por descentralizar a compra de muitos medicamentos, disponibilizando as licitações para os municípios. Os gestores entendiam que grandes compras reduziam o preço dos produtos, entretanto muitos fornecedores desistiam de vender os medicamentos. “Com licitações menores a possibilidade de faltar remédios é menor”.

No dia 13 de junho, o Sinfarmig recebeu o Fórum Mineiro de Patologias e Deficiências e já conseguiu intermediar uma agenda com o Superintendente de Assistência Farmacêutica, Homero Filho, que está marcada para a próxima semana.

Fonte: Sinfarmig
Publicado em 24/06/2016

A campanha salarial dos farmacêuticos industriais deste ano terminou com reajuste de 11,08% retroativo a 1º de março, data-base da categoria. O índice é relativo ao INPC verificado no período de março de 2015 a fevereiro de 2016. A decisão foi tomada na reunião desta terça-feira, 21/06, que ocorreu em clima tenso.

 

O Sindicato das Indústrias de Produtos Farmacêuticos e Químicos para Fins industriais de Minas Gerais (Sindusfarq) insistiu na necessidade de parcelar o pagamento. Com isso, as empresas irão pagar 8% no próximo salário e os 3,8% no vencimento de agosto.

O Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sinfarmig) insistiu na criação de um piso salarial para a categoria, um dos pontos mais reivindicados nas assembléias, assim como no avanço das cláusulas sociais. A entidade patronal, no entanto, negou alegando que na atual conjuntura o faturamento da indústria farmacêutica não permite conceder os avanços reivindicados na pauta.

Com a instabilidade vivida no país é previsível que o clima não esteja favorável para os trabalhadores. Prova disso é o estudo apresentado pelo Dieese que aponta a média das negociações no Brasil fechando abaixo do INPC. Ainda assim, os farmacêuticos industriais conseguiram conquistar um reajuste igual a inflação do período. “O Sindicato é incansável na defesa por mais direitos para os farmacêuticos. Vamos insistir na manutenção das conquistas e não permitiremos retrocessos como os que foram propostos pelo sindicato patronal esse ano”, avaliou a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis.

Fonte: Sinfarmig
Publicado em 23/06/2016

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