; Fenafar e Sindicato em ação - Fenafar

As negociações entre o Sinfarpe e o Sincofarma não avançaram, e, na quinta reunião entre as duas entidades, realizada na tarde de quinta-feira, 18, o patronato não apresentou nenhuma novidade e manteve as contrapropostas já apresentadas em reuniões anteriores.

 

Os empresários rejeitaram a proposta que defendia as 30 horas de trabalho e o reajuste de acordo com o índice inflacionário. Em relação à contraproposta para uma jornada de 40 horas, os patrões sequer indicaram um valor, e ainda mantiveram o salário de R$ 2.751,00 para uma carga horária de 42 horas. O Sinfarpe rejeitou as contrapropostas e já providenciou ofício ao MPT-PE, solicitando o agendamento da mediação.

 

Nos dias 10 e 11 de agosto, a Fenafar realizou um Curso de Formação Sindical para os diretores do Sindicato dos Farmacêuticos do Rio Grande do Norte, Sinfar/RN. A iniciativa foi aprovada durante o Planejamento Estratégico da Gestão da Fenafar, realizado em março. Na ocasião, a política de formação sindical foi um dos pontos definidos como estruturantes. Ao longo da gestão, até agosto de 2018, serão realizados cursos de formação sindical em parceira com o Centro de Estudos Sindicais e do Trabalhador – CES, em todos os sindicatos da base da Fenafar. 

 

O curso foi realizado no auditório do CRF/RN, e contou com a presença de diretores da nova gestão do Sinfar/RN, eleitos e ainda não empossados, representantes do Sindicato Varejista de Farmácia do RN, do Sindicatos dos Médicos do RN e do Sindicato dos Enfermeiros do RN.

Os temas abordados foram: Origem do Sindicato e História do Movimento Sindical Brasileiro; Finanças e Administração que foram apresentados pelo Professor do CES, o historiador Renato Bastos, com a colaboração da Diretora de Organização da Fenafar, Debora Melecchi. O tema de Concepções Sindicais foi apresentado pelo Profº Jocelin Bezerra – pedagogo.

O evento contou, ainda, com a presença ilustre de um dos fundadores da Fenafar, o ex-presidente Luís Eduardo Gallo, hoje morador do Município de Parnamirim na região metropolitana de Natal. Gallo ressaltou a importância das entidades farmacêuticas e sindical para a categoria, contou um pouco do momento da criação da Fenafar, um período complicado na história do Brasil, de direitos cerceados, mas de grande importância e efervescia nas entidades sindicais, com o início das greves nas grandes cidades e a luta por direitos, assim nasceu a Fenafar. E que hoje espera ver novamente em breve uma Federação única e forte para categoria.

Para a diretora da Fenafar e do Sinfarn Elaine Cristina, "a realização do curso foi muito positiva para todos os diretores do sindicato, atendeu as expectativas desde os assuntos abordados,a forma sistemática de apresentação, com uma didática criativa e participativa".

Jacira Elvira Prestes, presidente recém-eleita do SinfarRN, agradeceu e parabenizou a Fenafar pela iniciativa. "O curso esclareceu muitas dúvidas da nova diretora. Mas foi apenas um começo, para os próximos, precisamos focar na gestão e lideranças dos sindicalistas e também nas finanças do sindicato. Mas poder contar com a participação de Luis Gallo foi um dos pontos altos. Fazer este recorte especial da nossa história, da história do movimento sindical no Brasil e no Mundo, e em particular da fundação da Federação, foi o diferencial, muito importante, para que nós, que agora seguimos esse caminho, saibamos como ele foi inicialmente trilhado".

No dia 10 aconteceu uma Palestra sobre Trabalho Farmacêutico Decente, apresentada pelo Diretora Regional Nordeste da Fenafar, Lavínia Salete Magalhães. Lavínia abordou a importância de trabalhar junto à categoria e aos sindicatos patronais, para que eles estejam em consonância com as 10 dimensões do Trabalho Decente estabelecidas pela OIT (Oportunidades de emprego; 2. Rendimentos adequados e trabalho produtivo; 3. Jornada de trabalho decente; 4. Conciliação entre o trabalho, vida pessoal e familiar; 5. Trabalho a ser abolido; 6. Estabilidade e segurança no trabalho; 7. Igualdade de oportunidades e de tratamento no emprego; 8. Ambiente de trabalho seguro; 9. Seguridade social; e 10. Diálogo social e representação de trabalhadores e empregadores), e seu impacto na vida familiar dos farmacêuticos.

Da redação com a colaboração de Zizia Oliveira
Publicado em 18/08/2016

No último dia 10, na sede do Sindicato dos Farmacêuticos do Maranhão, aconteceu reunião com representante da rede de farmácias FTB para solicitar esclarecimentos sobre denúncias e reclamações feitas pelos trabalhadores da rede relacionadas à questões trabalhistas e descumprimento de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho vigente.

 

Estiveram presentes na reunião o presidente do sindicato, Carlos Toledo, o vice-presidente Raiflan Matias, Gemma Galgani, diretora Secretária e o assessor jurídico Arnaldo Vieira. Representando a rede de drogarias FTB participaram Evânio Cavalcante (Diretor Regional), Josemir da Silva (Coordenador) e Diego Sodré (Advogado).

Foram pontuadas as seguintes reclamações e denúncias registradas através do canal de denúncias no site do SINFARMA e através da Blitz SINFARMA que visitou vários estabelecimentos na cidade de São Luis e Imperatiz, Maranhão: uso indevido de senhas de acesso ao SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados) dos farmacêuticos responsáveis técnicos, por farmacêuticos feristas e/ou substitutos; não pagamento do adicional de responsabilidade técnica aos feristas e/ou substitutos quando em substituição aos farmacêuticos titulares; padronização do pagamento de comissionamento sobre a venda de medicamentos; descontos indevidos de perdas e avarias de inventários de medicamentos sobre a remuneração dos trabalhadores; assédio moral sobre os trabalhadores para cumprimento de metas de venda; ausência de comprovantes de pagamento e depósito de proventos; desvio de função dos farmacêuticos e assédio moral dos gerentes para atingimento de metas e limpeza dos estabelecimentos; ausência de mesas, cadeiras e pontos de computador com internet para a devida escrituração no SNGPC; ausência de fornecimento de uniformes aos farmacêuticos; falta de treinamento para os farmacêuticos egressos na empresa, assim como falta de reciclagem profissional promovida pela empresa; descumprimento do direito de intervalo de 15 minutos intrajornada.

Além das reclamações descritas, os farmacêuticos relataram as seguintes reivindicações de melhorias: fornecimento de ticket alimentação; fornecimento de auxílio transporte; aumento do percentual de gratificação de responsabilidade técnica. Os representantes da empresa declararam que estão dispostos a cumprir a pauta de reivindicação dos trabalhadores no que diz respeito ao pleno cumprimento da CCT, porém descartaram a possibilidade de Acordo Coletivo de Trabalho visando aumento salarial.

O SINFARMA solicitou ainda que fosse respondida a notificação requerendo o fornecimento das cópias de contrato dos trabalhadores da rede, assim como os comprovantes de depósito das respectivas contribuições sindicais.

Da redação com informações do Sinfarma
Publicado em 17/08/2016

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