; Fenafar assina parceria com a Organização Internacional do Trabalho - Fenafar

1

Fenafar assina parceria com a Organização Internacional do Trabalho

Fenafar e Sindicato em ação

A busca de mecanismos para conquistar mais direitos e garantir a crescente valorização do profissional farmacêutico é um compromisso cotidiano da Fenafar. E esta luta da Federação ganhou um novo e importante aliado: a Organização Internacional do Trabalho. Nesta segunda-feira a Fenafar formalizou com a OIT uma parceria, assinando termo com a organização.

Na reunião que aconteceu em Brasília na sede da OIT, o presidente da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos, destacou como foi importante, nos últimos anos, o relacionamento da Federação com a OIT, que trouxe dados e subsídios para os sindicatos incluirem nas negociações com o setor patronal dispositivos de garantia do trabalho decente. Além disso, orientar os Sindicatos a coletar e construir dados para entendermos melhor cada realidade.

Ronald também destacou a importância desta parceria no atual contexto político de ofensiva contra os direitos dos trabalhadores no Brasil. “Os trabalhadores brasileiros vão atravessar um momento de escuridão com a aprovação desta Reforma Trabalhista, mas a gente ousa cantar mesmo na escuridão, faz escuro mas a gente canta”, disse Ronald. Para ele, a parceria com a OIT permitirá à Fenafar incluir “outros instrumentos neste recital”.

Fenafar OIT assinaturaA relação com a OIT começou em 2011, a partir de iniciativas de atuação com sindicatos da base da Federação. Lavínia Magalhães, diretora nordeste da Federação lembra desta construção. “O processo de construção de parceria com a OIT vem sendo trabalhado pelos sindicatos da base da Fenafar desde o ano de 2011. Desde então houve o envolvimento dos sindicatos e da própria Federação para incluir as ações das dimensões do trabalho decente nas ações do sindicato, no contexto do trabalho e da realidade da categoria. Houve, também, a conscientização da categoria sobre o que é trabalho decente, para que ela aprenda a se enxergar neste contexto, entendendo outros valores e a importância das cláusulas sociais de valorização nas convenções e acordos, tanto quanto as questões financeiras. Este processo aproximou as duas instituições na construção de projetos. Para que eles se concretizem foi necessário a assinatura deste termo que foi uma grande vitória do trabalho de anos para finalmente se tornar realidade”, explica Lavínia.

O diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, comemora a assinatura do termo como um importante desdobramento deste processo. “O fortalecimento dos atores sociais e da representação dos trabalhadores dos sindicatos é um elemento fundamental do trabalho. O diálogo social não pode funcionar sem parceiros fortes e representativos, bem informados. O que particularmente me agrada muito nesta iniciativa com a Fenafar é o elemento inovador, essa história e os avanços já obtidos para conseguir incorporar o tema do trabalho decente nas negociações, como colocar isso no contexto de uma visão dos objetivos de desenvolvimento sustentáve. Tudo isso mostra como o trabalho é um elemento fundamental para o desenvolvimento do país”, disse.

Durante a reunião, que contou ainda com a presença da Diretor ade Relações Internacionais da Fenafar e presidenta em exercício da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e do assessor da diretoria da Fenafar, Adelir da Veiga, foi feita uma análise da atual conjuntura política, os impactos mais concretos da Reforma Trabalhista para os farmacêuticos que atuam no setor privado.

A Fenafar mostrou, diante da ofensiva contra os direitos trabalhistas, já com o fim ultratividade, que 2017 não foi um ano de obtenção de conquistas, mas sim de manutenção do que já havia sido obtidas nos últimos anos. Ou seja, o cenário das negociações ficou mais difícil para os sindicatos. No setor público, foi lembrado a aprovação da Emenda Constitucional 95 que congela por 20 anos os recursos para as áreas da Saúde e Educação. Neste contexto de redução de investimentos, a tendência tem sido a da terceirização, do repasse ao mercado dos serviços públicos e precarização ainda maior das condições de trabalho.

Para Lavínia Magalhães “é uma satisfação muito grande ter participado deste processo desde o início. Fico muito feliz e tenho certeza que essa parceria com a OIT vai ser cada vez mais explorada para que ela se extenda além desse setor específico, para que a gente amplie isso e construa muitas ações, entre os quais a realização pela Fenafar do Encontro de Sindicatos de Farmacêuticos da América Latina além de cursos e eventos nos estados”.

Da redação
Publicado em 06/09/2017

UA-480112034-1