; Trabalho e Emprego - Fenafar

Eu tenho 45 anos. Se este projeto de Lei for aprovado nunca terei direito à aposentadoria. Você, que está lendo esta notícia, já parou para fazer suas contas. Aliás, se meu filho mais velho, que tem seis anos, começasse a trabalhar hoje (o que seria um absurdo certo?), ele só teria direito à aposentadoria integral aos 56 anos. Isso se ele trabalhasse e contribuiísse ININTERRUPTAMENTE com a Previdência Social. Mas considere, então, que ele comece a trabalhar com 16 anos. Então só teria esse direito aos 66. Mas todos sabemos que ninguém trabalha e contribui ININTERRUPTAMENTE. Então, esta proposta de mudança na aposentadoria não é para "salvar a Previdência Social" é para acabar com a possibilidade de o trabalhador brasileiro se aposentar. É para que as pessoas vivam exclusivamente para trabalhar e trabalhem até morrer. Quem defende isso é o presidente Michel Temer. Veja abaixo.

 

O presidente ilegítimo Michel Temer reuniu-se nesta terça-feira (21) com a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a PEC da reforma da Previdência. Na ocasião, afirmou que a intenção do seu governo é deixar o país “inteiramente reformulado” nos próximos dois anos. Para reformular o país, Temer propõe, entre outras medidas, que os trabalhadores só tenham direito à aposentadoria integral depois de 50 anos de trabalho. O próprio Temer, entretanto, aposentou-se aos 55 anos de idade.

Procurando ser didático, Temer afirmou: “Se você fizer 65 anos de idade e 25 anos de contribuição, você já parte de 76% de aposentadoria. Portanto, se você cumprir estes dois requisitos você já tem 76% de aposentadoria. Mas se você começou com 20 anos e contribuiu durante 45 anos, você tem, na verdade, 96% de aposentadoria. Se você trabalhou 50 anos, você tem 100% de aposentadoria”, calculou.

Então, vejamos: o teto máximo para o valor pago pela Previdência Social ao aposentado, hoje, é de R$ 5.579,00. O piso é de R$ 946,00. A maior parte dos brasileiros que se aposentam estão mais para a faixa mínima do que para a faixa máxima. Imagine, então, pelo cálculos de Temer, depois de 25 anos de contribuição o trabalhador que requerer a sua aposentadoria vai receber 76% do valor. Além de inviabilizar a aposentadoria, essa medida aprofunda ainda mais as desigualdades sociais no país. De novo, quem paga o pato é o trabalhador.

Para Temer, as mazelas do país só serão corrigidas com sacrifício e prejuízo do trabalhador. Enquanto isso, ele próprio goza de aposentadoria fora dos padrões dos assalariados brasileiros. Temer requereu sua aposentadoria como procurador do estado de São Paulo em 1996, quando tinha apenas 55 anos de idade.

Dados do Portal da Transparência do governo do estado de São Paulo mostram que Michel Miguel Elias Temer Lulia, nome de registro do presidente interino Michel Temer, teve rendimentos brutos de R$ 45.055,99 no mês de junho deste ano, valor bem acima do teto permitido pela Constituição. Descontados R$ 14.442,75 que ultrapassaram o teto, Temer recebeu mais de R$ 30 mil brutos. Com o imposto de renda, o líquido ficou em R$ 22.082,70. Estas cifras, muito distantes da realizada da população brasileira, explicam o porque Temer não vê problemas na proposta indecorosa que ele apresenta para a sociedade.

Assista ao próprio defendendo sua "Reforma"

 

 

 

 

Da redação com Vermelho

Com o objetivo de pressionar o Congresso Nacional a não apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, enviada pela gestão Michel Temer, em dezembro, que, se aprovada, pode acabar com a Previdência Social, presidentes e dirigentes das centrais sindicais estão em Brasília e se reuniram com o presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ).

 

Na oportunidade, o presidente da CTB, Adilson Araújo, reafirmou a posição da Central contra as reformas previdênciária, trabalhista e todos os projetos que ameaçam os direitos da classe trabalhadora. " Os elementos que estão postos nesta proposta são bastante indigestos. Ao atacar a cesta básica de direitos prevista em nossa jovem Constituição, se está atacando diretamente nosso povo e isso pode ser o fim do futuro de milhões de brasileiros e brasileiras".

Durante sua fala, o dirigente nacional reafirmou o elo forte que essa agenda criou entre as centrais e que a classe trabalhadora não sairá das ruas até barrar essa PEC. "Sabemos do papel da Previdência Social e do impacto social que ela tem sobre milhares de municípios brasileiros", lembrou.

Ao argumentar sobre a os reais motivos de se enviar uma proposta como essa ao Congresso, ele enumerou os diversos estudos que desmentem os argumentos do governo para a aprovação de tal proposta. "Hoje, nesta mesma Casa, foi lançado amplo estudo da Anfip e do Dieese, sobre os impactos desta PEC para o Brasil. Os dados são alarmantes. Não há como aceitar uma proposta que, na prática, irá tirar da mesa a comida do nosso povo", avisou.

Unidade entre o campo e a cidade

whatsapp image 2017 02 21 at 17.14.29Presente na reunião com o presidente da Câmara, o secretário de Finanças da CTB, Vilson Luiz, que também é presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), reafimrou que a aposentadoria rural é um patrimônio. "Não aceitaremos um passo atrás. Quando conquistamos, com a Constituição Federal o direito a aposentadoria a vida no campo se tornou mais digna e com horizontes de conquistas", salientou.

Ao final da reunião, os dirigentes da CTB reafirmaram a luta nos estados contra a PEC 287. "Vamos mobilizar cada base contra essa proposta. Não aceitaremos a retirada de direitos consagrados em nossa Constituição", avisaram.

Fonte: CTB
Publicado em 22/02/2017

Cerca de 200 mil empresas deixaram de pagar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com informações da Procuradoria-­Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, são 198,7 mil empresas devedoras. Um dado alarmante aponta pelo órgão é nem todas as empresas listadas entre as devedoras estão inscritas na dívida ativa, ou seja, o valor desse débito é maior.

O relatório aponta que somente em São Paulo, são 52,8 mil empresas devendo depósitos no FGTS de seus empregados e ex-­empregados, em um total de R$ 8,69 bilhões em débitos. No Rio de Janeiro, as dívidas chegam a R$ 4,1 bilhões, distribuídos entre 27,7 mil empresas inadimplentes.

A PGFN indicou que somente em inscrições de empresas na dívida ativa há um débito de R$ 24,5 bilhões.

Classe trabalhadora paga a conta

A Procuradoria-­Geral da Fazenda destacou inda que o assalto às contas dos trabalhadores poderia ser ainda maior. Durante a gestão Dilma Rousseff, a Procuradoria da Fazenda conseguiu recuperar R$ 466,9 milhões, efetuando a cobrança junto às empresas.

Alerta

Caso o trabalhador ou trabalhadora verifique que a sua empresa, ou mesmo a empresa que já trabalhou, não fez os depósitos corretamente, eles devem procurar a Superintendência Regional do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho. O ministério é o órgão responsável pela fiscalização dos depósitos nas contas do FGTS dos trabalhadores.

Fonte: CTB
Publicado em 22/02/2017

Mais Artigos...

Artigos