; Fenafar e Sindicato em ação - Fenafar

Nesta semana, duas importantes assembleias foram realizadas pelo Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará para discutir o encaminhamento da luta da categoria que atua nas farmácias e drogarias, que aconteceu no dia 30, terça-feira. Na segunda, 20, reuniu os farmacêuticos que atuam em hospitais filantrôpicos para debater a negociação coletiva.

Farmácias e drogarias

A negociação com o Sincofarma já dura 8 meses. O encontro, que teve grande participação da categoria, deliberou pela continuidade do movimento de luta; isso porque o Sincofarma propôs, apenas, o ajuste salarial e o aumento no vale refeição, não acatando nenhuma cláusula de benefício social, como, por exemplo, a tipificação de função.

Diante das negativas e da falta de proposta condizente, a categoria decidiu continuar lutando e, caso a resposta continue sendo intransigente, os farmacêuticos deverão realizar nova paralisação dia 9 de junho.

Os dirigentes do Sindicato explicaram, ainda, os meandros da negociação e a dificuldade em avançar nas propostas. A Convenção Coletiva Sinfarce/Sincofarma é uma das mais desenvolvidas do país.

Durante as negociações foi esclarecido, para o Sincofarma, que todas as cláusulas que melhoram sobremaneira a vida do trabalhador, foram conquistas de anos e não benesses concedidas pelo patronal.

O público presente, durante debate, lembrou a importância da participação de todos, visto que uma parte da categoria luta e vai às ruas por todos, sendo, portanto, indispensável que essa movimentação seja coletiva.

O Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará recebeu, ainda, denúncias de que farmácias estão assediando moralmente seus funcionários, em nítida atitude antinssidincal, sobre a participação nas manifestações convocadas pela entidade.

Hospitais Filantrôpicos e Laboratórios

A assembleia com trabalhadores dos Hospitais Filantrópicos e Laboratórios aconteceu na segunda, 29, no Meridional Convenções. O encontro objetivo foi discutir os processos de negociação para a Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018.

O Sindhef propôs reajuste de 6,5%, manutenção das cláusulas convencionadas anteriormente, retroatividade para primeiro de Maio e aceitação da cláusula de ausência justificada, com ajuste feito pelo Sinfarce. Nova mediação ocorrerá na próxima semana. A categoria decidiu acatar a proposta.

O Sinfarce apresentou, na mesa de negociação, aos membros do Sindessec, a proposta da categoria, justificando a tratativa com nova proposta de reajuste no percentual de 10% e a manutenção dos demais direitos convencionados anteriormente, além de outros avanços solicitados pela categoria. Duas novas mediações estão marcadas; o Sindessec ficou de apresentar novas propostas nas ocasiões.

O Sindicato dos Farmacêuticos reitera suas posições firmes nas mesas de negociações e alerta a categoria sobre a necessidade de se manter coesa e atuante para garantir que as Convenções Coletivas tragam ganhos reais e importantes, como sempre foi feito ao longo dos últimos anos.

Da redação com Sinfarce
Publicado em 31/05/2017

Melhorar as condições de trabalho é fundamental para preservar a saúde das mulheres. Com esta compreensão, o SindFar participou da Conferência Municipal de Saúde das Mulheres de Florianópolis e também fará parte da fase estadual. As conferências mobilizam militantes da saúde pública em todo o país em etapas locais, estaduais e nacionais para definir maneiras de fortalecer a atenção e a saúde das mulheres.

 

Para dar suporte à atuação das farmacêuticas nas conferências, que acontecem em todo o país, a Fenafar também divugou documento em que traz contribuições de como melhorar a atenção à saúde das mulheres. Conselheira do Conselho Municipal de Saúde, órgão de controle social responsável por convocar as conferências nas cidades, a farmacêutica Fernanda Manzini fez parte da organização da etapa local.

A presidente Fernanda Mazzini participou do Eixo "O mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres". Entre as propostas debatidas no grupo e destacadas pela presidente Fernanda Mazzini, estiveram a defesa de salários igualitários para mulheres e homens, a ampliação das licenças maternidade e paternidade e garantiras de empregabilidade para mulheres com mais de quarenta anos. Nanda foi eleita delegada suplente para representar as propostas de Florianópolis na conferência estadual.

A Conferência de Saúde da Mulher é um esforço dos conselhos de saúde para aprimorar a atenção dos serviços oferecidos às mulheres. Este mecanismo democrático de participação social é previsto pela Constituição como forma de possibilitar que toda a população se envolva nos debates do seu interesse. A etapa nacional é resultante de outras diversas conferências realizadas em nível local, municipal, regional, estadual e federal. Há também as conferências livres, organizadas autonomamente por coletivos com interesses afins. Nas etapas locais e estaduais, são eleitos/as representantes (chamados/as delegados/as) que tem a missão de representar todo o seu coletivo nas fases seguintes. Em todas as fases, o debate é aberto, com direitos de fala e voto garantidos a todas as pessoas inscritas. As propostas aprovadas na etapa final servem como norteadoras de políticas públicas.

Fonte: SindFar-SC
Publicado em 30/05/2017

 

O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Santos, teve encontro, nesta quinta-feira (25), com parlamentares de diferentes comissões da Câmara dos Deputados. Ele propôs a realização, por um conjunto de comissões daquela Casa, de seminário com o tema “Saúde: Prevenir é melhor que remediar”, no segundo semestre deste ano.

O encontro ocorreu na Câmara e teve a participação do presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), deputado Givaldo Vieira (PT-ES); do deputado Luiz Carlos Caetano (PT-BA), integrante da CDU; do vice-presidente da Comissão de Legislação Participativa (CLP), deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), além de assessores das comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Também esteve presente a secretária-executiva do CNS, Neide Rodrigues.

Segundo Ronald Santos, a realização do seminário será importante oportunidade para a agenda da saúde ser apresentada detalhadamente aos parlamentares e também discutida sob diferentes aspectos, sobretudo o econômico, em função do histórico subfinanciamento enfrentado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante as discussões, o presidente do CNS destacou que “o conceito de saúde vai muito além da falta de doença” e significa um estado de bem estar resultante da garantia de direitos como emprego, renda, saneamento, moradia, lazer e outros determinantes. Por isso, explicou, a importância de a agenda do direito à saúde ser objeto de discussão das diferentes comissões da Câmara.

Ronald também distribuiu aos interlocutores a Agenda Política do CNS, intitulada Conselho Presente. Nela, há ações programadas que têm interface com o debate legislativo, como, por exemplo: acompanhamento do Plano Nacional de Saúde (PNS), do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e de relatórios de gestão; promoção e valorização do trabalhador e a desprecarização das relações de trabalho no SUS; debate sobre o impacto da Reforma Trabalhista na saúde dos trabalhadores; garantia de proteção às pessoas submetidas a pesquisas.

O presidente do CNS tratou ainda da realização, este ano, das conferências de Saúde da Mulher e de Vigilância em Saúde. Segundo ele, as duas conferências agendadas pelo Conselho vão abordar temas que são constantemente debatidos no Legislativo, como direitos reprodutivos, violência de gênero, saneamento básico, meio ambiente, entre outros.

Durante a reunião na Câmara, discutiu-se a possibilidade de outras comissões, além das ali representadas, participarem da realização conjunta do seminário “Saúde: Prevenir é melhor que remediar”, como, por exemplo, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMULHER) e a Comissão de Finanças e Tributação (CFT).

Houve boa receptividade por parte dos parlamentares, que destacaram assessores para dar continuidade às discussões sobre o seminário proposto pelo presidente do CNS.

Fonte: SUSConectas
Publicado em 30/05/2017

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