; Fenafar e Sindicato em ação

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) recebeu nesta quinta-feira (11) uma carta aberta contra o fim da modalidade Rede Própria do Programa Farmácia Popular do Brasil. A entrega foi feita pelos representantes da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), entidade que compõe o CNS, durante a 293ª Reunião Ordinária do colegiado, em nome do Movimento Contra o Fechamento da Farmácia Popular Rede Própria.

Na ocasião, os profissionais entregaram a carta e um abaixo assinado com mais de 100 mil assinaturas coletadas nas unidades próprias de farmácias populares em todo o país. A solicitação é que o documento seja encaminhado ao ministro da Saúde, Ricardo Barros. Soraya Amorim, Diretora de Mulheres da Fenafar levou a carta com as assinaturas ao CNS. Na Conferência Livre de Comunicação em Saúde, Soraya e outros farmacêuticos e farmacêuticas além de usuários presentes à Conferência fizeram um ato simbólico contra o fechamento das farmácias.

>> Confira a carta do Movimento Contra o Fechamento da Farmácia Popular Rede Própria.

A decisão de se fechar as unidades próprias do Programa Farmácia Popular ocorreu em março de 2017, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Ministério da Saúde. Esse fórum reúne somente gestores, sem representação de trabalhadores e usuários do SUS.

O programa é uma parceria entre o Governo Federal e os municípios e conta com 112 tipos de medicamentos essenciais. O Ministério da Saúde alega que a população não será prejudicada, uma vez que será mantida a distribuição e medicamentos nas redes de drogarias privadas por meio do programa Aqui Tem. No entanto, estas farmácias distribuem apenas 25 tipos de medicamentos.

Há ainda a justificativa, para o fechamento, que o Programa Farmácia Popular do Brasil custa R$ 100 milhões por ano, o que representaria uma despesa para o Governo Federal.

“As vendas de medicamentos a preços baixíssimos devolvem aos cofres do Governo Federal milhões de reais por ano, chegando a valores próximos do seu custeio”, afirma a diretora da Fenafar, Soraya Pinheiro de Amorim. “Sem contar que o programa atende milhões de pessoas e ajuda a prevenir internações hospitalares de um setor que consome 87,7% do orçamento com saúde”, completa.

A extinção do programa afetará 393 unidades em todo o país. A cobertura da Rede Própria da Farmácia Popular do Brasil está voltada exatamente para os locais de menor renda média domiciliar.

Da redação com SUSConectas
Publicado em 12/05/2017

Nos dias 8 e 9 de maio aconteceram as eleições para a nova composição do Conselho Municipal de Rio Branco. No dia 9 foram eleitas as entidades para compor o "Segmento Trabalhador" do Conselho.

 

As entidades eleitas para essas vagas foram o Sindicato dos Farmacêuticos do Acre, o Sindicato dos Odontologistas, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre e o Sindicato dos Médicos.

A diretora de Assuntos Jurídicos da Fenafar, Isabela Sobrinho vai representar a entidade no CMS. Isabela ressalta a importância de ocupar este espaço e afirma que esta será um oportunidade de mostrar o compromisso do Sindifac e da categoria farmacêutica com a luta em defesa do SUS e pelo fortalecimento do controle social da saúde.

Da redação
Publicado em 11/05/2017

Nos dias 05 e 06 de maio aconteceu em Teresina o Curso de Formação Sindical. O Sindicato dos Farmacêuticos do Piauí realizou o curso que está sendo promovido pela Fenafar e pela Escola Nacional dos Farmacêuticos em parceria com o CES em vários sindicatos de farmacêuticos em todo o país.

 

O presidente do Sinfarpi, José Vilmore Silva Lopes disse que “tivemos a ideia de solicitar o curso em decorrência da nova diretoria do Sinfarpi ser formada por pessoas "novas" em ações sindicais, inclusive eu. Foram convidados outros sindicatos do Estado, porém, somente um representante do Sindicato dos Enfermeiros compareceu e participou bastante. Os colegas que compõem o Sinfarpi, participaram praticamente todos, ainda que nem todos os turnos, porém elogiaram o curso e relataram que os fez amadurecer em muitos aspectos no que se refere a luta sindical. Alguns estudantes participaram e estavam muito interessados, vi ali um potencial bem grande para o futuro entre alguns que se destacaram durante o curso”, avaliou.

O curso abordou as Relações de Trabalho na profissão farmacêutica (negociação, acordos e convenções coletivas), tema que foi apresentado pela diretora da Região Nordeste da Fenafar, Lavínia Salete Maia Magalhães, a Origem e a História do movimento sindical brasileiro, com o professor Adelmo Oliveira, que também falou sobre as Concepções sindicais. O último tema foi sobre a Administração e contabilidade para entidades sindicais, que ficou a cargo do professor Ednilson Arendit. Ao final foi feita uma avaliação do curso e a entrega de certificados.

“No geral, embora com uma participação abaixo do esperado, o curso trouxe conhecimentos que serão de extrema importância para o futuro do Sinfarpi e da luta por salários mais dignos e melhores condições de trabalho e certamente trouxe informações para efetuarmos as mudanças que se fazem necessárias diante dos novos desafios que estão sendo colocados no país e no mundo. Agradecemos muito a Fenafar pelo curso e com certeza nos fortaleceu muito”, disse Valmori.

Da redação
Publicado em 10/05/2017

Mais Artigos...

Artigos