; Fenafar e Sindicato em ação

Nesta segunda-feira, 24 de abril, mais de cem farmacêuticos, estudantes e membros do Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará e do Conselho Regional de Farmácia reuniram-se na Praça do Ferreira, para lutar por melhores condições de trabalho para a categoria.

Mesmo debaixo de chuva a categoria percorreu as principais ruas do centro gritando para mostrar à população a dificuldade na negociação com o SINCOFARMA. A negociação já se arrasta por mais de seis meses, sem que o sindicato patronal apresente uma proposta que contemple as reivindicações da categoria.

A passeata terminou na Matriz da Farmácia Pague Menos da Rua Senador Pompeu e teve adesão dos farmacêuticos que exerciam suas atividades. Assista aqui ao vídeo da mobilização.

Retomada das negociações

O Presidente do SINFARCE, Márcio Batista, durante a passeata, entrou em contato com representantes do SINCONFARMA. O Sindicato Patronal marcou uma nova reunião para a próxima sexta-feira (28 de abril).

A diretora do Sinfarce e também diretora regional nordeste da Fenafar, Lavínia Magalhães, afirmou que “as mobilizações de rua são fundamentais para que a população fique ciente do que está acontecendo e seja esclarecida, pois a assistência farmacêutica é um direito dela e esse direito está ameaçado por conta da intransigência dos empresários”.

Lavínia lamenta que, apesar da conquista obtida pela sociedade com a aprovação da Lei 13.021 – que define normas para o funcionamento das farmácias pautadas pela visão de que estes são estabelecimentos de saúde –, os seus proprietários ainda as tratam como um simples comércio, negligenciando o papel do farmacêutico e da Assistência Farmacêutica.

Nenhum direito a menos

A mobilização dos farmacêuticos também serviu de pré-mobilização para a Greve Geral desta sexta-feira, 28. “Como não poderia deixar de ser, também chamamos a população para a luta contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, alertando que todos eles, trabalhadores estavam em grande perigo. Quando a categoria veste a camisa e vai à luta é porque ela está cansada de exploração. Nossa luta é por dignidade, jornada digna, salário justo e nenhum direito a menos”, ressaltou a diretora do Sinfarce.

O Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará vai parar neste dia 28 e se juntas às demais categorias e à sociedade que estará nas ruas contra as Reformas. Em Fortaleza, o ato terá início às 9 horas, na Praça da Bandeira. Participe!

Da redação com informações do Sinfarce
Publicado em 26/04/2017

A segunda rodada de negociações dos farmacêuticos que atuam em farmácias, drogarias e distribuidoras em Minas Gerais terminou com a promessa do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Minas Gerais (Sincofarma/MG) de avaliar o aumento salarial reivindicado pelo Sindicato dos Farmacêuticos de Minas Gerais – Sinfarmig.

 

A reunião realizada na manhã da última quarta-feira, 19/04, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio/MG) discutiu sobre a possibilidade de ganho real para a campanha salarial 2017. Os diretores do Sincofarma/MG que compõem a comissão de negociação prometeram analisar em Assembleia a proposta do Sinfarmig de um reajuste salarial acima dos 4,7% correspondentes ao INPC acumulado no período de 1º de março de 2016 até 28 de fevereiro de 2017.

Para insistir na necessidade de ganho real (aumento salarial) além do INPC, o Sinfarmig se baseou em informações sobre o faturamento do mercado farmacêutico. Dados da IMS Health divulgadas pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) apontaram que o movimento em 2016 foi de R$ 85,35 bilhões com vendas realizadas somente em drogarias.

O Sinfarmig aguarda a resposta do Sincofarma/MG para avaliar os rumos da negociação. “Não podemos garantir nada sobre qual será a resposta dos empresários, mas estamos otimistas quanto aos avanços que ainda podemos ter. Esperamos que nossas argumentações sejam consideradas e os patrões possam conceder o aumento salarial real que tanto queremos conquistar”, explicou a diretora Júnia Lélis. A data-base da categoria é 1º de março e quando houver reajuste ele será retroativo.

Fonte: Sinfarmig
Publicada em 24/04/17

Derrotado na terça-feira, Câmara manobra e aprova urgência para votação da Reforma Trabalhista.

 

Inconformados com a derrota, na noite passada (18), quando o requerimento de urgência para votação da reforma trabalhista (PL 6787) não foi aprovado por número insuficiente de votos, mais uma vez, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), dá um golpe nos trabalhadores e trabalhadoras e recoloca em votação a matéria rejeitada ontem.

A aprovação do requerimento de urgência - por 287 votos a 144 - exclui o tema do debate na Comissão Especial da Reforma Trabalhista, atropelando o processo definido anteriormente, além de representar um rolo compressor sobre os direitos trabalhistas.

GOLPE NO PLENÁRIO DA CÂMARA: Regime de urgência da reforma trabalhista é votado novamente nos moldes da escola de Eduardo Cunha

A decisão de Maia, que recolocou em votação matéria já derrotada em plenário, repete manobras regimentais que foram utilizadas com frequência pelo ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha. Deputados da oposição tentaram bloquear a sessão e levantaram placas com a frase "Método Cunha, não".

Para o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, o resultado da votação é um ataque sem precedentes aos direitos da classe trabalhadora brasileira e também revela que o governo está com medo da reação popular.

"A urgência da votação se justifica pelo medo dos parlamentares da Greve Geral do dia 28 de abril. Se eles pensam que esse ataque vai amortecer as mobilizações populares, estão muito enganados. O povo brasileiro vai se levantar, com muito mais força e determinação e realizar a maior Greve Geral da história deste país. Ocuparemos Brasília e trabalharemos diuturnamente para denunciar, um a um, os responsáveis pela destruição dos empregos e dos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais dos trabalhadores e trabalhadoras”.

Fonte: CTB
Publicado em 20/04/2017

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