; Saúde - Fenafar

A proposta de se ter planos populares de saúde acessíveis é contrária ao SUS e uma afronta à Constituição Federal que diz que é um dever do Estado e direito de todo o cidadão ter acesso à saúde. Os únicos beneficiados com a proposta são os planos de saúde que acharam essa saída para recuperar clientes que foram perdidos, nos últimos anos, em função da crise.

 

Contudo, esses planos para serem mais baratos vão oferecer muito menos que os convencionais. Já existe toda uma crítica sobre o que os planos convencionais realmente oferecem ou sobre a demora que levam para prestar atendimento. A população critica a qualidade dos serviços que os planos têm oferecido. Provável que esses planos populares ofereçam ainda menos serviços com qualidade pior.

Reforçamos assim a luta que sempre defendemos de que precisamos ter mais dinheiro para a saúde. A ideia do ministro interino da saúde de que precisamos reduzir o atendimento porque não tem financiamento é inadmissível. Sabemos que recursos existem só que não estão sendo alocados para a saúde, e sim, para pagamentos da dívida, sem contar os recursos desviados. Precisamos, cada vez mais, lutar para conseguir os recursos necessários para a saúde e também qualificar mais a gestão para que se utilize melhor os recursos que se dispõe.

O SUS precisa de recursos suficientes e uma gestão adequada para poder atender bem a população e cumprir com o que a Constituição preconiza.

Célia Chaves é tesoureira da Fenafar, presidenta do Conselho Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, e diretora do Sindifars.

Publicado em 15/08/2016
Fonte: Sindifars

O médico Drauzio Varella se manifesta contra as medidas que retiram recursos e desmontam o SUS. Assista.

 

 

O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Santos, levou aos participantes do 1º Encontro Nacional do Complexo Industrial e Inovação em Saúde dois objetivos importantes do Plano Nacional de Saúde para o segmento: a ampliação do acesso da população a medicamentos e a expansão da produção nacional de tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). As duas diretrizes fortalecem os laboratórios públicos farmacêuticos do Brasil.

 

Organizado pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob), o encontro reuniu representantes de vários órgãos públicos para discutir estratégias que possam levar ao fortalecimento da produção de medicamentos nos laboratórios públicos do Brasil. Ronald Santos, que é farmacêutico, afirmou que as diretrizes do Plano Nacional de Saúde nasceram de debates que envolveram milhares de brasileiros, como a 15ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em dezembro de 2015. “Já temos um debate maduro sobre o tema. O próprio plano mostra o caminho a ser seguido. O desenvolvimento científico e tecnológico tem abrangência nacional e se desenvolve em consonância com a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde. O caminho já existe”, disse.

>> Conheça o Plano Nacional de Saúde 2016/2019 aprovado pelo CNS.

De acordo com o Plano Nacional de Saúde, gestores precisam promover a produção e a disseminação do conhecimento científico e tecnológico, análises de situação e inovação em saúde, além da expansão da produção nacional de tecnologias estratégicas para o SUS. O outro ponto importante do documento é o que prevê a ampliação do acesso da população a medicamentos e a qualificação da assistência farmacêutica.

Para o presidente da Alfob, Paulo Mayoga, o encontro possibilitou a percepção de que mesmo com diferenças há convergência em diversas questões, como a necessidade de reafirmar a importância das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo no âmbito do Complexo Industrial da Saúde. “O fortalecimento da rede de laboratórios públicos oficiais amplia a perspectiva do setor, projetando seu papel na agenda estratégica da saúde. Cabe a esta rede, em conjunto com o Ministério, definir as vocações e as premissas necessárias à política dessas parcerias”, afirmou.

Fonte: SUSConecta
Publicado em 11/08/2016

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