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Saúde e Seguridade: CNS debate desafios para o desenvolvimento em meio a retrocessos

Saúde

Neste final de semana, Salvador já foi palco de discussões sobre saídas para o Brasil e para o mundo em crise, durante o Fórum Social Mundial da Saúde e Seguridade Social.

Vários debates promovidos pelo Conselho Nacional de Saúde e organizações do campo da saúde e seguridade aconteceram nos dias 10 e 11, no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia.

Na noite de sábado (10/03), um debate sobre o contexto de retrocessos nas políticas de saúde brasileiras, e perspectivas de como chegar aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU)? Foram alguns dos temas abordados.

O coordenador da Rede Brasileira de População e Desenvolvimento e membro do grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, Richarlls Martins, resgatou um histórico dos acordados entre países durante conferências da ONU com o objetivo de gerar desenvolvimento entre as nações, destacando a importância do controle social. “A agenda 2030 é fortemente marcada pela participação social. O que marca as metas é a ideia de desenvolvimento em tríade: econômico, ambiental e social. Essa agenda foi aprovada pelo nosso país em 2015”, afirmou.

Ele alerta para o contexto atual no Brasil de baixo financiamento para a saúde, além de um cenário geopolítico e econômico “muito complexo”. Segundo ele, debater também é uma maneira de encontrar caminhos para atingir as metas – por isso o tema foi trazido ao Fórum. “Precisamos discutir e problematizar a agenda desenvolvimento na perspectiva dos direitos humanos e no âmbito da saúde para encontrarmos soluções”, sugere. (Leia a matéria completa aqui)

“Precisamos abrir as portas do controle social para a população”

Na manhã desta segunda-feira (12/03), o tema do controle social foi aprofundado numa mesa que mostrou como a participação social é direito a todos os brasileiros e brasileiras previsto na Constituição de 1988, documento de referência para o mundo. O conselheiro nacional de saúde, Geordeci de Souza, apresentou as experiências do controle social no Brasil, trazendo para o debate estratégias de unificação e perspectivas a partir do atual cenário de redução de orçamento nas políticas de saúde. Geordeci mostrou as ações do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que tem se articulado com diversas instituições e áreas para impedir os retrocessos nas políticas sociais. O conselheiro lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) surgiu fruto de muita luta e participação social, há três décadas, durante a 8ª Conferência Nacional de Saúde. “É o maior sistema público de saúde do mundo, mesmo assim estamos sofrendo vários ataques”, alerta, citando a Emenda Constitucional 95/2016, que congelou investimentos em saúde por 20 anos. (leia matéria completa sobre este debate aqui).

Da redação com SUSConecta
Publicado em 12/03/2018

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