; Movimento Social - Fenafar

No primeiro Dia Internacional da Mulher – 8 de março – depois do golpe à democracia brasileira com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras prometem sair às ruas para pôr fim à violência de gênero e os retrocessos do governo Temer.

 

As mulheres prometem cruzar os braços, pelo mundo afora, contra a cultura do estupro e todas as formas de discriminação de gênero. O slogan usado já diz tudo: “Se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

De acordo com Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “já passa da hora de dar um basta. Todas juntas podemos derrotar o machismo que nos oprime e construir um mundo onde predomine a justiça e a igualdade”.

A CTB defende a equidade para avançar à igualdade nas questões de gênero. Entre as principais bandeiras que tremulam na campanha feminista deste ano está o combate às reformas da previdência e trabalhista (saiba mais aqui).

As mulheres são as primeiras a serem demitidas e as últimas a se recolocarem no mercado de trabalho. Além disso, “trabalhamos horas a mais que os homens todas as semanas, temos que dar conta de casa e dos filhos, geralmente sem apoio de ninguém”, reforça Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

A situação das mulheres negras é ainda mais degradante, informa Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB. “Trabalhamos em situação mais precarizada, em serviços de menores salários e ainda moramos mais longe, em situação de vulnerabilidade total”.

Tristemente, o Brasil é um dos países mais violentos com as mulheres. “A cultura do estupro mata milhares todos os anos, grande parte constituída de meninas, com menos de 14 anos e dentro de casa, por pessoas conhecidas ou da família”, diz Lenir Fanton, secretária da Saúde da CTB-RS.

“É muito importante que a CTB e as demais centrais sindicais definam como prioridade a bandeira da igualdade de gênero para que as mulheres, que constituem 52% da população do país possam viver em paz, em segurança e possa realizar-se plenamente como ser humano”, defende Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES.

Por isso, “levaremos para as manifestações em todo o país, além da denúncia da perversidade das reformas do Temer, a necessidade de termos mais mulheres na política para asvançarmos nas conquistas dos últimos anos. Políticas públicas abandonadas pelo governo golpista”, sintetiza Pereira.

Fonte: CTB
Publicado em 06/03/2017

A conjuntura em 2017, desde os seus primeiros dias, sinaliza para um ano de ampla disputa política em defesa de um projeto de nação. Denominada como a primeira grande manifestação deste ano, o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, galvanizou diferentes forças em torno de um objetivo: barrar o projeto que objetiva acabar com direitos consagrados, dizer não às reformas da Previdência e Trabalhista e reafirmar o combate a violência contra a mulher.

 

Na última sexta-feira (24), as mulheres de todo o Brasil reafirmam sua mobilização para esse dia ao comemorar o Dia da Conquista do Voto Feminino, que em 2017 completa 85 anos. Foi nesta data, que as mulheres adquiriram o direito de votar, em nível nacional, no Brasil, a partir de 1932, com o Código Eleitoral Provisório, aprovado durante o governo de Getúlio Vargas.

Para a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, Ivânia Pereira, essa data tem uma simbologia de alta importância, especialmente, quando se trata da luta pela ampliação da presença da mulher nos espaços de poder e decisão.

Ela destaca que a data marca o reconhecimento da cidadania das mulheres. “Durante muito tempo fomos consideradas cidadãs de segunda categoria. Toda a luta do movimento sufragista colocou a participação das mulheres em outro patamar", destacou a dirigente, que também compõe a direção nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM).

Mais vale o que virá

Para Ivânia há muito o que comemorar, porém, ainda há muitos e grandes desafios a serem superados pelas mulheres. "A atual conjuntura que vive o Brasil, especialmente, pós-impeachment da primeira presidenta do Brasil [Dilma Rousseff], nos cobra ainda mais energia para enfrentar as forças conservadoras que não aceitaram o pequenos avanços e conquistas dos últimos 15 anos”.

E completou: “Precisamos avançar ainda mais nessas conquistas. Sobretudo no que se refere à ampliação da participação da mulher nos espaços de poder e de decisão. Mesmo comemorando 85 anos do voto, ainda sofremos com a sub-representação. Uma realidade que precisa mudar, pois somos a maioria nos colégios eleitorais e a minoria nos espaços de poder", lembrou.

8 de Março

De acordo com informações das entidades que compõem a organização do 8 de Março, a grande marcha das mulheres urbanas e rurais pelo Brasil reafirmará sua luta contra a violência e pela emaciação, mas também somará força aos demais movimentos sociais e sindical contra o desmonte da Previdência Social e a reforma Trabalhista.

Em entrevista, Maria das Neves, diretora da UJS Feminista, destacou que “ainda estaremos no clima do carnaval e a irreverência e o protagonismo feminino devem contagiar a UJS e tomar as ruas. Iremos organizar vários blocos de carnaval, com baterias feministas, fantasias e confetes", afirmou.

A jovem feminista ainda sinalizou que "em 2014 a UJS reafirma a centralidade da luta das mulheres para nossa organização e convoca o conjunto da sua militância para realizar no dia 8 de março, de norte a sul do Brasil, o lançamento oficial do 17° Congresso da entidade intitulado 'Amar e mudar as coisas'. Convocamos todas as jovens mulheres brasileiras a ingressarem nas fileiras da UJS. Temos o desafio de filiar meio milhão de jovens na UJS. E que metade seja composta por mulheres!".

Fonte: CTB
Publicado em 01/03/2017

O encontro será realizado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, entidade da qual a Fenafar é filiada, e tem o objetivo de mobilizar os movimentos sociais em defesa de uma comunicação mais democrática, sem a qual a agenda de luta em defesa dos direitos fica comprometida. O evento será realizado de 26 a 28 de maio, no campus Darcy Ribeiro, em Brasília. Cerca de 500 participantes de várias organizações deverão participar do evento.

 

Antes do 3º ENDC, as entidades que atuam no campo da saúde e no controle social do SUS estão chamados, também, para se mobilizarem e participarem da 1ª Conferência Livre de Comunicação em Saúde, que será promovida pelo Conselho Nacional de Saúde e também conta com o apoio da Fenafar e do Fórum Nacional pela Democratização. 

O ENDC já teve duas edições. Em fevereiro de 2012, no Recife (PE), quando reuniu, durante três dias, mais de 300 comunicadores comunitários, pesquisadores, professores, estudantes, representantes de ONGs, jovens, movimentos sociais e associações de classe de todo o Brasil, na Universidade Católica de Pernambuco, para debater temas como marco regulatório da comunicação e o papel dos meios de comunicação independentes, populares e comunitários, entre outros.

A edição mais recente, realizada em abril de 2015, em Belo Horizonte, contou com a participação expressiva de mais de 700 pessoas de todas as regiões do Brasil, que também se reuniram durante três dias para debater os desafios para a construção de um sistema de comunicação diverso e plural. Participaram convidados internacionais de renome no debate dessa agenda, como Toby Mendel, consultor da Unesco e diretor do Centro de Direitos e Democracia, os professores Guillermo Mastrini e Martín Becerra, da Argentina, além de Gustavo Gómez (professor e ex-secretário nacional de Telecomunicações do Uruguai). Na ocasião, foram discutidos os marcos regulatórios de outros países e os parâmetros internacionais para as políticas públicas de comunicação, como forma de estabelecer o debate e empoderar a sociedade civil brasileira na tarefa de reivindicar a adoção de mecanismos para a democratização das comunicações no país.

Vale registrar, nesse contexto, que o ENDC se consolidou como o maior e mais expressivo encontro sobre liberdade de expressão e direito à comunicação no Brasil, capaz de reunir o conjunto da sociedade civil e dos movimentos que debatem este assunto-chave para o desenvolvimento da democracia nacional.

Para esta terceira edição do ENDC, estão previstas discussões e atividades que abordarão diversos assuntos relativos à democratização nas comunicações, como a campanha contra violações à liberdade de expressão no Brasil, a construção de um marco regulatório democrático para a mídia, fortalecimento da comunicação pública, políticas de internet (liberdade de expressão e direito à privacidade), políticas de inclusão digital, entre outros temas, incluindo a participação de convidados nacionais e internacionais referenciais nessa agenda. O encontro visa, ainda, estabelecer redes e fortalecer os mais diversos movimentos em prol do direito à comunicação, objetivando potencializar o espectro de ação dos diversos atores e a capacidade de intervir na formulação de políticas públicas.

Parceria com a UnB simboliza a luta pela democracia

Integrantes da Coordenação Executiva do FNDC se reuniram com a decana de extensão da Universidade de Brasília (UnB), professora Olgamir Amância, e o diretor da Faculdade de Comunicação, Fernando Oliveira Paulino, para fechar o apoio da UnB na realização do 3º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), nos dias 26, 27 e 28 de maio, na capital federal.

Durante a reunião, Olgamir recebeu o projeto do 3º ENDC e lembrou que a universidade precisa retomar a tradição dos grandes debates democráticos. "Essa gestão quer reforçar frentes estratégicas que possam ajudar a tematizar ações da UnB", afirmou a decana, que ainda ressaltou a importância do diálogo entre a universidade a sociedade civil.

Para Fernando Oliveira Paulino, diretor da Faculdade de Comunicação da UnB, o Encontro poderá ser um espaço de promoção de políticas públicas de comunicação no país. "Esse evento tem relação direta com a histórico envolvimento da UnB no debate sobre direito à comunicação e pode ser um marco para a promoção do diálogo sobre temas contemporâneos, tais como serviço público de comunicação e direitos na internet e nas telecomunicações.

Segundo Renata Mielli, coordenadora geral do FNDC, o Encontro será um espaço de articulação e resistência. "O direito à comunicação vem sendo sistematicamente violado no Brasil, assim como outros direitos, então precisamos resistir e nos organizar para impedir ainda mais retrocessos. Precisamos garantir a preservação do pouco que conseguimos no último período". Ela cita o caso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), principal conquista do movimento pela democratização das comunicações no Brasil e um dos primeiros alvos do governo Temer. "Para alguns setores retrógrados a EBC precisa ser extinta, e isso é uma amostra do tamanho dos desafios que enfrentamos. Além disso, precisamos defender também o Marco Civil da Internet e lutar por uma lei de proteção de dados, além da aceleração do processo de privatização das telecomunicações, entre outras questões", enumera. Renata afirma que a parceria com a UnB é muito significativa. "A Universidade de Brasília sempre esteve na vanguarda da defesa dos direitos, entre eles a liberdade de expressão. Para nós, é uma honra realizar esse ENDC num ambiente como esse. Estamos muito satisfeitos por isso", completa.

Com o apoio do DEX e da FAC, o Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação vai sediar todas as suas atividades nas dependências do campus Darcy Ribeiro. Um grupo de trabalho, formado por integrantes das duas unidades, além do FNDC, vai encaminhar as questões de logística. A programação do ENDC, que deve contar com participação de convidados internacionais, ainda está sendo construída. Temas como direitos na internet, telecomunicações, radiodifusão, mídia e direitos humanos deverão ser abordados nas principais conferências a painéis.

Calar Jamais!

A Coordenação Executiva do FNDC se reuniu pela primeira vez este ano na segunda-feira (13/2), quando fechou o planejamento estratégico para o próximo semestre. Além de discutir diretrizes para a programação do 3º ENDC, foi aprovado o lançamento de uma campanha nacional de fortalecimento do FNDC, que inclui a disponibilização de uma plataforma digital para doações e convite para filiação de novas entidades.

Também foi avaliada a campanha Calar Jamais!, lançada em outubro do ano passado para denunciar as sucessivas violações à liberdade de expressão no país desde a ascensão do governo golpista ao poder. A campanha resulta de parceria com diversas organizações da sociedade civil e consiste numa plataforma digital para recebimento de denúncias (acesse aqui). Os dois vídeos de promoção da campanha já tiveram mais de 2,3 milhões de visualizações no Facebook e no YouTube. Várias denúncias já chegaram ao Fórum por meio da plataforma.  

 

 

 

Da redação com FNDC
Publicado em 20/02/2017

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