; Movimento Social - Fenafar

Nesta segunda-feira, 1º de maio, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) a CUT e a Intersindical ocuparam a avenida Paulista, apesar dos esforços contrários empreendido pelo prefeito João Dória Jr., e realizou uma grande celebração da luta pelo trabalho digno e contra a precarização provocada pelas reformas proposta pelo governo Michel Temer.

 

A concentração começou às 11 horas na praça Oswaldo Cruz, início da avenida Paulista, e seguiu até a praça dos Ciclistas, na esquina da rua da Consolação, onde foi realizada uma entrevista coletiva com os dirigentes das centrais sindicais que organizam o ato (além da CTB, a CUT e a Intersindical), e depois, um ato político com participação de lideranças sindicais e dos movimentos sociais, representados pela Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, lembrou no início do ato um pouco da história do 1º de Maio, que nasceu em 1886, protagonizado por mais de 500 mil trabalhadores de Chicago (EUA), que realizaram uma greve geral no país, traçando uma nova trajetória de luta na defesa dos direitos da classe trabalhadora.

"A classe trabalhadora sabe da importância da luta por seus direitos consagrados na CLT e reforçados na Constituição Cidadã de 1988. Nesse momento em que o governo ilegítimo de Temer, instalado por um golpe, se volta contra os interesses da classe trabalhadora é fundamental que ela tome as ruas e levante a bandeira da democracia e do estado democrático de direito", afirmou Adilson (assista ao vídeo abaixo).

Em todo o Brasil, as centrais sindicais ralizaram atos neste 1º de Maio, que foi chamado de 1º de Maio da Resistência contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo Michel Temer. 

Fonte: CTB
Publicado em 02/05/2017

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), junto às principais centrais sindicais brasileiras, que representam mais de dez milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país, convocam uma Greve Geral para esta sexta-feira (28) contra o retrocesso social imposto pelas reformas trabalhista e da Previdência Social.

 

A expectativa é que este seja o maior ato de mobilização da classe trabalhadora brasileira desde a década de 1980, quando a disparada da inflação no governo Sarney e o Plano Cruzado conduziram o país a uma de suas maiores greves após a redemocratização.

Mais de 30 categorias profissionais de pelo menos 20 estados brasileiros já decidiram aderir ao movimento, entre elas os servidores públicos estaduais e federais, metroviários, condutores, bancários, metalúrgicos, professores de escolas públicas e privadas, petroleiros, funcionários dos Correios, da construção civil, do comércio e da saúde.

Os farmacêuticos também vão se mobilizar em todo o país para defender os direitos dos trabalhadores, em particular os da categoria. A diretora de Organização Sindical da Fenafar, Débora Melecchi pontua alguns motivos para que os farmacêuticos e farmacêuticas estejam nas ruas neste dia 28 de abril.

"Está em curso um processo de terceirização dos serviços. Estudos mostram que os terceirizados trabalham 3 horas a mais e ganham 25% menos, e são os que registram mais acidentes de trabalham. Levantamentos mostram que de cada 10 acidentes de trabalho, 8 ocorrem entre os terceirizados, lembrando que o dia 28 de abril é o dia de luta e de homenagem aos mortos em acidentes de trabalho. Além disso, a terceirização acaba com os concursos públicos, porque todos os serviços poderão ser terceirizados. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que a terceirização tende a se igualar com o trabalho escravo, devido a esta forma de gestão e precarização do trabalho. Um outro aspecto que é importante ressaltar para a mobilização do dia 28 é a Reforma Trabalhista, que impacta na integridade do trabalho, como o limite para a jornada, os regimes de descanso estão sendo destruídos o que certamente vai aumentar o número de acidentes e o nível de adoecimento pelo trabalho, sem falar que todas as conquistas garantidas pela CLT está sendo rasgada nesta proposta do governo Temer. Somando a tudo isso, a Reforma da Previdência, que atinge todos os brasileiros. Inclusive para os já aposentados, que ao morrerem não poderão mais deixar suas pensões para as esposas ou maridos após o falecimento", pontua Débora.

A dirigente da Fenafar conclama todos à grever geral: "Então no dia 28 de abril, o Brasil vai parar e a categoria dos farmacêuticos sempre protagonista também vai se mobilizar e participando das diferentes manifestações. Muitos sindicatos podem não ter aprovado a greve em assembleia, mas mesmo sem essa formalização da greve, toda cidadã e cidadão brasileiro que quer ter seus direitos garantidos deve se juntar às mobilizações e dizer não às perdas de direitos." 

Mobilização nacional e nos estados

Um jornal unitário assinado pela CTB, CUT, UGT, Força Sindical, CSB, NCST, Conlutas e CGTB, com tiragem de 2 milhões de exemplares, está sendo distribuído na capital paulista. O material traz informações e esclarecimentos sobre as reformas que o governo tenta implementar, o impacto extremamente negativo que terão na vida do trabalhador e trabalhadora e faz a convocação para a greve.

Acesse o material aqui.

Na sexta-feira (28), durante a tarde, as lideranças das centrais concederão uma entrevista coletiva em frente ao INSS, no centro da capital paulista, com um balanço do movimento em todo o Brasil. Horário a ser definido.

Confira abaixo as categorias que vão aderir à greve nos estados:

Alagoas

Professores da educação pública e particular
Bancários
Funcionalismo público federal
Trabalhadores de empresas de transporte público de Maceió

Amazonas

Professores universitários
Petroleiro
Rodoviários
Bancários (bancos públicos)
Vigilantes
Polícia Civil
Construção civil

Bahia

Policiais civis
Professores da rede pública de ensino
Trabalhadores em saúde da rede pública
Rodoviários de Salvador e Região Metropolitana
Comerciários de Salvador, Irecê, Itabuna e Ilhéus
Bancários de todas as bases sindicais da Bahia
Metalúrgicos
Servidores do Judiciário estadual e federal
Trabalhadores da construção civil
Técnicos administrativos das universidades federais
Servidores públicos municipais de Itabuna
Petroleiros
Servidores públicos estaduais

Ceará

Bancários
Profissionais de setores essenciais, como transporte, saúde e educação

Distrito Federal

Servidores públicos federais
Auxiliares de Administração Escolar em Estabelecimentos Particulares de Ensino
Bancários
Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares F
Trabalhadores federais em saúde previdência e assistência social no distrito federal
Professores da entidades de ensino particulares
Radialistas
Trabalhadores Empresas de Transportes Terrestres de Passageiros Urbanos
Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília
Servidores do Detran
Trabalhadores de Limpeza Urbana do Distrito Federal
Aeroportuários
Trabalhadores em Embaixadas, Consulados e Organismos Internacionais

Espírito Santo

Professores
Portuários
Comerciários
Bancários
Metalúrgicos
Servidores públicos
Construção civil
Rodoviários
Enfermeiros(as) e psicólogos(as)

Goiás

Professores municipais de Anápolis
SIMPMA
Trabalhadores em Empresas de crematório e Cemitérios SINEF
Limpeza Urbana Stilurbs
Servidores Públicos
Técnicos e trabalhadores nas Universidades e Institutos Federais de Ensino Sintifesgo – Goiás

Maranhão

Rodoviários
Metalúrgicos
Sintema
Simproeesema
Vigilantes
Sindicatos da pesca
Sindicatos rurais
Panificação

Mato Grosso

Servidores públicos estaduais
Servidores da Educação Pública
Bancários
Trabalhadores dos transportes públicos
Servidores de diferentes esferas do Judiciário

Minas Gerais

Servidores públicos
Trabalhadores da agricultura
Bancários
Trabalhadores em educação

Pará

Portuários
Bancários
Construção Civil
Comerciários
Servidores Públicos
Trabalhadores na Educação

Paraíba

Trabalhadores da educação federal, estadual e municipal
Justiça federal
Trabalhadores no comércio
Bancários
Ferroviários
Frentistas
Motoristas
Construção civil
Trabalhadores na indústria
Trabalhadores rurais

Pernambuco

Bancários
Metroviários
Policiais civis
Servidores da Assembleia Legislativa de Pernambuco
Guardas municipais
Professores do setor público e privado

Piauí

Professores do setor público e privado
Servidores da saúde pública
Correios
Rodoviários
Metroviários
Comerciários
Servidores públicos municipais
Servidores judiciários federais

Rio de Janeiro

Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinproRio)
Radialistas trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro e Região (Sintergia)
Bancários Rio
Bancários Teresópolis
Bancários Baixada
Bancários Campos
Petroleiros Norte Fluminense (Sindipetro-NF)
Educadores Municipais e Estaduais (Sepe-RJ)
Docentes da UFRRJ (Adur-RJ)
Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Sintur-RJ)
Docentes do Cefet (Adcefet-RJ)
Servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc SN)
Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev-RJ)
Professores da UFRJ (Adufrj)
Servidores da UFRJ (Sintufrj)
Trabalhadores dos Correios (Sintect-RJ)
Servidores Técnico-Administrativos CEFET-RJ (Sintecefetrj)
Docentes da UFF (Aduff)
Servidores da UFF (Sintuff)
Docentes da UERJ (Asduerj)
Petroleiros Rio de Janeiro já aprovaram greve nos terminais de Ilha D`água e Ilha Redonda (demais setores ainda realização assembleia)
Petroleiros Duque de Caxias concluem assembleias nesta segunda-feira

Rondônia

Servidores da educação pública do estado
Servidores públicos federais
Bancários
Santa Catarina
Bancários

São Paulo

Metroviários SP
Metalúrgicos SP
Rodoviários SP
Sintusp – Trabalhadores da USP
Professores Estaduais
Educadores Municipais
Sintaema – Trabalhadores da Sabesp, Cetesb e Fundação Florestal Eletricitários
Bancários
Portuários de Santos
Rodoviários de Santos
Correios SP
Portuários ES
Sindsef – Servidores Federais
Sinsprev
Sintrajud – Judiciário Federal
Judiciário Estadual
Siemaco Baixada Santista
Químicos SP

Sergipe

Bancários
Auditores fiscais tributários
Servidores públicos estaduais
Construção civil
Enfermeiros
Trabalhadores rurais
Tocantins
Bancários
Profissionais da saúde pública
Professores de Educação Física

Da redação com CTB
Publicado em 25/04/2017

Milhares de cientistas fizeram marchas em cerca de 500 cidades no mundo neste sábado (22). O objetivo é destacar a importância da pesquisa científica para o mundo e protestar contra cortes orçamentários na área científica. No Brasil, mais de 20 cidades reuniram cientistas, professores, pesquisadores e estudantes reuniram-se neste sábado (22) em vários pontos do mundo para participar da Marcha pela Ciência. O ato foi convocado em mais de 500 cidades no mundo.

 

A marcha lembra ainda o Dia da Terra, comemorado neste sábado (22). A inspiração para o ato veio dos Estados Unidos, onde cientistas estão se articulado contra os cortes no orçamento da área de pesquisa e o posicionamento do governo de Donald Trump em relação a temas como o aquecimento global.

São Paulo

Em São Paulo, apesar da chuva, os manifestantes reuniram-se no Largo da Batata, zona oeste da capital. No local, foram montadas tendas onde as pessoas podiam obter, por exemplo, informações sobre a dengue. Também foi montado um pequeno palco para os discursos. O número de manifestantes não foi informado.

O pesquisador Joaquim Adelino de Azevedo Filho e presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APQC) disse que o ato é mundial e visa a demonstrar a importância da ciência. "Há 40 anos, logo depois da 1ª Guerra Mundial, o Brasil importava sementes de hortaliças e frutas. Com a guerra, isso ficou inviável. O Brasil teve então que investir em pesquisas para produzir aquilo que a população estava acostumada a comer", disse, acrescentando que os 19 institutos científicos do estão "há 20 anos sofrendo um desmonte".

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, ressaltou que o ato de é mundial e apartidário. "Ele está presente em mais de 60 países e 600 cidades e 25 delas no Brasil. Hoje é o dia do Planeta Terra. Está sendo uma marcha pela ciência porque algumas pessoas passaram a questionar o valor da ciência", explicou.

Helena Nader disse ainda que a ciência no país vive uma crise."A produção científica está indo muito bem, com aumento do número de publicações e da qualidade medida pelo impacto. No entanto, quando se olha o financiamento, ele está inversamente proporcional. Com o contingenciamento, não temos como sobreviver. E isso não vem deste ano. Vem de alguns anos", acrescentou.

Brasília

Marcha BrasíliaEm Brasília, os manifestantes reuniram-se em frente ao Museu da República, na zona central da cidade. Acompanhados por um caminhão de som e portando faixas, cartazes e balões eles marcharam pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional. Lá, espetaram os balões no gramado como forma de chamar a atenção dos parlamentares.

A conselheira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora da Universidade de Brasília (UnB) Laila Espíndola destacou a diminuição de recursos para o setor e a fusão entre o antigo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a pasta das Comunicações.“Já está começando a Escolha de Sofia. Estamos tendo que escolher onde alocar recursos”, afirmou a professora, uma das organizadoras da marcha no Distrito Federal.

No início do ano, o governo federal contingenciou recursos de várias áreas por causa do ajuste fiscal.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro o ato ocorreu pela manhã em frente ao Museu Nacional, na zona norte da cidade. Levando tesouras, os participantes protestaram contra o corte no orçamento do ministério.

A presidenta do sindicato dos trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Justa Helena, lembra que, sem investimento de grande porte, a pesquisa não avança. “Por exemplo, se não tivesse tido pesquisa em relação à febre amarela, hoje a gente não poderia produzir as vacinas para a febre amarela que estão salvando muitas vidas no nosso país. É um processo lento, mas que precisa caminhar”.

Marcha no RioO diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino, que compareceu ao evento representando a presidência da Fiocruz, afirma que os cortes de verba têm afetado as pesquisas. “Vai ser um atraso muito maior nosso em relação ao desenvolvimento da ciência no mundo como um todo. É o que a gente pode chamar de tiro no pé, não investir em ciência e tecnologia e em educação quando um país está em crise econômica.”

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, destaca que a ausência de recursos desestimula os jovens a ingressarem no mundo científico.

“Se não tem bolsas de iniciação científica em quantidade suficiente, se os laboratórios estão desorganizados e desconstruídos, se projetos de pesquisa têm que ser interrompidos por falta de verba, é claro que isso é uma sinalização objetiva para a juventude: se afastem da ciência”.

Belo Horizonte

Em Belo Horizonte houve uma caminhada na Praça da Liberdade. “Os cientistas brasileiros ficaram horrorizados com o corte de 44% do orçamento federal para a ciência, anunciado pelo governo no último dia 30 de março”, anuncia o site da Academia Brasileira de Ciência. “Isto deixará o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) com o menor orçamento em pelo menos 12 anos, de R$2,8 bilhões, equivalente a 898 milhões de dólares - um corte de R$2,2 nos R$5 bilhões de fundos que o governo havia prometido para 2017”.

Marcha BHA Associação Nacional de Pós-Graduandos-ANPG, presente na marcha de BH através de seu diretor Philipe Pessoa lançou um manifesto onde registra “como alarmante a não garantia de mais de R$ 640 milhões para o pagamento de bolsas de estudo no ano de 2017”.

A Deputada Federal do PCdoB, Jô Moraes, presente à marcha, destacou a importância de transformar em campanha nacional a proposta feita pelo Professor Beirão de retomar, de imediato alcançar 1,25% do PIB para a ciência e ter como referência o cumprimento das metas do milênio com as quais o Brasil assumiu compromissos.

Mais de 500 cidades do mundo protestam em defesa de ciência

Nos EUA, o ato reuniu mais de 70 mil manifestantes em frente à Casa Branca contra os cortes propostos por Donald Trump. Outras cidades, como Nova York e Chicago, também fazem atos em apoio à "Marcha pela Ciência". Em Berlim, os manifestantes carregaram faixas como "Ciência, não silêncio" e "Amamos especialistas - aqueles que têm evidências", e marcharam da Universidade Humboldt até o Portão de Brandemburgo.

Marcha nos EUAOs participantes do protesto fizeram uma parada em frente à Embaixada da Hungria para protestar contra a nova lei húngara que ameaça fechar a Universidade da Europa Central, financiada por George Soros. Os organizadores dizem que 11 mil pessoas participaram do evento, que teve como principal objetivo destacar a importância da ciência em democracias.

"Nós, berlinenses, sabemos pela nossa história o que a repressão da liberdade significa. É por isso que temos a responsabilidade de nos mobilizar por uma ciência livre e uma sociedade aberta e tolerante", disse o prefeito de Berlim, Michael Müller, que liderou a marcha.

Da redação com agências - Foto de Capa, agência Estado
Publicado em 24/04/2017

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