; Fenafar e Sindicato em ação - Fenafar

O novo piso salarial definido para os farmacêuticos do comércio na região de Itajaí é de R$ 3.400,00. O valor, que considera a variação do INPC e um arredondamento proposto pelo SindFar, foi aceito pelo sindicato patronal da região. Com a decisão, anunciada nesta quarta-feira, 30 de março, todos farmacêuticos que atuam nas farmácias e drogarias do Estado já tem novo piso salarial. No início da semana, foi divulgado também o piso das regiões de Florianópolis, Criciuma, Tubarão, Joinville, Vale do Itajaí e Região Oeste, que passa a ser R$ 2.832,54.

O percentual que baseou o reajuste em todas as regiões foi 11.08%, equivalente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016. O reajuste vale para todos os profissionais, inclusive os que recebem acima do piso, e também deve ser aplicado ao auxílio-creche.

Para a presidente Fernanda Mazzini, os acordos são reflexo da crise econômica nacional e mundial e da histórica resistência patronal às reivindicações da categoria farmacêutica. Os representantes dos proprietários das farmácias e drogarias não aceitaram alterar ou incluir cláusulas sociais. Apesar dos esforços do SindFar, a equiparação salarial entre as regiões também não evoluiu. "Foi uma campanha em que rejeitamos ofertas de reajustes parcelados e argumentamos muito para evitar prejuízos financeiros para os farmacêuticos. Conseguimos o acordo possível, longe do que desejamos e do que a categoria merece. No entanto, diferentemente de outros trabalhadores, asseguramos a reposição das perdas salariais", avalia Nanda.

Outro ponto positivo da negociação 2016/2017 é que o acordo foi firmado ainda no mês da data-base, o que evita atrasos no repasse do reajuste aos farmacêuticos. O termo do acordo ainda precisa ser homologado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o que pode levar algumas semanas, mas os empregadores já podem efetuar os reajustes nas folhas dos farmacêuticos empregados.

Veja como ficou o piso salarial dos farmacêuticos das farmácias e drogarias de Santa Catarina:

Região de Itajaí (Itajaí, Ilhota, Itapema, Penha, Bal.Piçarras, Luis Alves, Navegantes, Balnerário Camboriú, Camboriú, Porto Belo, Canelinha, Tijucas, Nova Trento, Brusque, Guabiruba, São João Batista e Major Gercino) = R$ 3.400,00 – INPC (11.08%) + 0,58% de ganho real

Todas as outras regiões do Estado = R$ 2.832,54 – INPC (11.08%)

Fonte: Sindfar/SC
Publicado em 05/04/2016

A diretoria do SindFar aguarda resposta da Federação dos Hospitais (Fehoesc) e do Sindicato dos Laboratórios (Sindilab) sobre a contraproposta para a campanha salarial.

Na semana passada, farmacêuticos hospitalares organizados rejeitaram a proposta do patronal, que ofereceu parcelamento do reajuste salarial em duas vezes de 5.5%. A mesma proposta foi oferecida pelo Sindilab aos farmacêuticos que atuam nos laboratórios (veja TABELA 1) e rejeitada pelo SindFar. "Apenas aceitaremos propostas que reponham minimamente as perdas salariais", afirma a presidente Fernanda Mazzini.

Os farmacêuticos hospitalares afirmam que concordam em parcelar o reajuste salarial sob a condição de que o percentual seja superior à variação do INPC (11,08%) ou que viabilize a equiparação ao piso pago nos laboratórios (veja TABELA2). Atualmente os hospitais estão entre os empregadores que pagam os pisos mais baixos em Santa Catarina e, segundo os colegas, o 3º pior do país.

Nas últimas negociações, os farmacêuticos hospitalares de Santa Catarina vem mostrando intensa organização, participando ativamente das assembleias do SindFar e das negociações, dispostos a lutar para mudar a sua realidade. Eles reivindicam remuneração compatível com a responsabilidade da função hospitalar e argumentam sobre a dificuldade de se manter com salário entre R$ 2,2 e R$ 2,3 mil em Santa Catarina, Estado que tem alto custo de vida.

“Muitos colegas cursam pós-graduação para se especializarem na área hospitalar e não tem retorno salarial. A médio prazo, isso desestimulará os farmacêuticos a atuarem nesta área. Então, o problema não será apenas do profissional mal-remunerado, mas também dos hospitais e dos usuários”, afirma Nanda.

Confira as propostas:

Proposta dos patronais dos hospitais e dos laboratórios:

- Reajuste de 11,08%, equivalente ao acumulado do INPC, em duas vezes de 5.5%

Contraproposta dos farmacêuticos hospitalares:

- Equiparação ao piso aos Laboratórios dividido em 6 parcelas para profissionais que recebem o piso:

- Reajuste de 13% dividido em 2 parcelas de 6,5%, para profissionais que recebem acima do piso.

tabela1 hospitalar       tabela2 hospitalar

 

Fonte: Sindfar/SC
Publicado em 05/04/2016

Os farmacêuticos concursados da Prefeitura de Teresina e a diretoria do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado do Piauí (Sinfarpi) se reuniram no auditório do curso de Farmácia da UFPI, no dia 24/03, para discutir o que concerne à categoria com a implementação da Lei municipal Nº 4.730 de 2015 que estabelece o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do município.

Nesta legislação, o cargo de “farmacêutico” é citado em três momentos:

Art. 9º Fica estabelecida a Gratificação Laboratorial do “Raul Bacelar”, no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais), para os servidores públicos (Bioquímicos e Farmacêuticos), com lotação no Centro de Diagnóstico Dr. Raul Bacelar, da Fundação Municipal de Saúde – FMS.

Art. 10. Fica estendida aos servidores públicos – Bioquímicos e Farmacêuticos –, a tabela de vencimentos dos Enfermeiros, nos termos da Lei Complementar nº 4.485, de 13.12.2013. Parágrafo único. Fica extinta a gratificação de nível superior dos servidores públicos expressamente referidos no caput deste artigo.

Art. 11. Fica estendida a Gratificação de Emergência (GE/HUT) – nos termos da Lei Complementar nº 4.257, de 04.04.2012 –, aos servidores públicos (Bioquímicos e Farmacêuticos) do Laboratório do Hospital de Urgência de Teresina – HUT.

Os profissionais exigem a aplicabilidade real do PCCS e mudanças mais coerentes com a profissão e função que desempenham. Segundo o diretor do Sinfarpi, Ulisses Nogueira, caso seja necessária, haverá paralisação dos profissionais para exigir que a Prefeitura se posicione e as negociações continuarão até que se atinja um resultado favorável.

Fonte: Sinfarpi
Publicado em 30/03/2016

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