; Fenafar e Sindicato em ação - Fenafar

Os trabalhadores da saúde do Rio Grande do Sul decretaram estado de greve e realizarão, nesta terça-feira (28) uma paralização para denunciar a precarização das condições de trabalho pelas quais estão passando no Estado. Veja abaixo a convocatória para a mobilziação.

No último dia 16 de junho, a vice-presidente do Sindifars, Debora Melecchi, participou do 7º Fórum Internacional de Resíduos Sólidos, em Porto Alegre. A farmacêutica foi convidada a participar do painel, intitulado “Gestão de resíduos de medicamentos e suas embalagens sob a ótica do Acordo Setorial”, juntamente com o diretor da Abrafarma, Serafim Branco Neto, e com o consultor em reciclagem no Rio de Janeiro, Marcos Morucci.

 

O painel abordou os avanços e as dificuldades do acordo setorial para a implantação da logística reversa resíduos de medicamentos e suas embalagens, cujas sugestões estão sendo analisadas pelo corpo técnico do governo federal, por representantes da indústria farmacêutica, do comércio e dos distribuidores de laboratórios. Também foi debatido como a cadeia produtiva farmacêutica está se organizando para isso, bem como os hospitais e clínicas, que constituem outro elo importante na oferta de medicamentos para população. Para finalizar, foi apresentado modelo de gerenciamento desses resíduos já aplicado em algumas regiões do Brasil.

“A política nacional de resíduos sólidos, publicada em 2010, foi um grande avanço após mais de 20 anos de discussão, que proporcionou conceitos estratégicos como a responsabilidade compartilhada, ou seja, ficou definido que, desde o usuário até o produtor do medicamento, todos são responsáveis pela retirada dos medicamentos vencidos de circulação até uma destinação ambientalmente correta. Além disso, a política nacional trouxe a questão do acordo setorial, assim, ao invés de ter sido expedida legislação de cima pra baixo, a cadeia produtiva teve a oportunidade de discutir como poderia ser essa logística reversa através de estudos de viabilidade e técnica que trouxeram dados. É importante retomar o debate da aprovação de projeto de lei no Congresso Nacional do fracionamento de medicamentos que vem na lógica tanto de redução de resíduos químicos, quanto na lógica do uso racional de medicamentos proporcionando que o paciente utilize o número de cápsulas, comprimidos, ou líquidos, na quantidade necessária para tratar o seu problema de saúde”, defendeu Debora na ocasião.

Fonte: Sindifars
Publicado em 27/06/2016

A Federação Nacional dos Farmacêuticos vem a público manifestar sua indignação com a declaração do ministro interino da Saúde, Ricardo Barros. Durante uma atividade na cidade paranaense de Ponta Grossa, Barros ao referir-se sobre o Programa Mais Médicos disse: “Enquanto tivermos locais em que os médicos brasileiros não queiram ir, teremos lá um médico cubano. É melhor um médico cubano do que um farmacêutico ou a benzedeira para atender a população”.

O ministro demonstra seu desconhecimento sobre a área que comanda no governo federal ao se manifestar de forma preconceituosa e desrespeitosa contra uma categoria que reúne mais de 200 mil profissionais no país, atuando nas mais diferentes áreas.

Somos uma categoria de profissionais de saúde, de nível superior, com compromissos e condutas a serem cumpridas. Lutamos ao longo de décadas para garantir que a saúde seja, efetivamente, uma área de atuação multidisciplinar, onde cada profissão cumpre um papel que é complementar à outra, inclusive a do médico. No caso do farmacêutico, nosso foco de trabalho é o medicamento e a correta orientação para que o seu uso seja racional.

As ações interdisciplinares de promoção da saúde, como preconizam as diretrizes do SUS, devem ter como foco o paciente e não a doença.

Outrossim, não podemos deixar de registrar que os saberes milenares ligados à cultura popular também merecem o seu devido respeito, pois são muitas vezes a única esperança de milhares de brasileiros que ainda não têm acesso ao SUS. Disso decorre nossa luta incansável e inabalável para impedir retrocessos nas políticas públicas de Saúde, duramente conquistadas pela sociedade nos últimos anos. A defesa intransigente do Sistema Único de Saúde, de sua ampliação e do seu fortalecimento para levar saúde de qualidade a todos e todas é estruturante.

Por tudo o que foi exposto, a Federação Nacional dos Farmacêuticos exige que o Ministro da Saúde trate os profissionais, as profissões a saúde o o SUS com respeito.  

Federação Nacional dos Farmacêuticos.

Publicado em 24/06/2016

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