; Fenafar e Sindicato em ação - Fenafar

Em Minas Gerais, o piso salarial da categoria que atua em farmácias, drogarias e distribuidoras de medicamentos subiu para R$ 4.122,24, após meses de negociações com o Sincofarma/MG. A campanha salarial deste ano foi uma das mais duras dos últimos anos. Só para se ter uma idéia, a entidade patronal demorou uma semana para assinar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) depois que os farmacêuticos decidiram em Assembleia, no dia 17 de maio, aceitar o percentual proposto de 11,07%, que deu um ganho de R$ 410,86.

 

O aumento será retroativo a 1º de março, data-base do setor. O reajuste teve como referência o INPC acumulado no período de março de 2015 a fevereiro de 2016. Embora o valor negociado tenha ficado abaixo do reivindicado pela categoria, o percentual mantém o piso dos farmacêuticos mineiros entre um dos mais altos do país para uma jornada de 44 horas semanais.

O clima do país com o momento político e econômico em alta tensão serviu de pretexto para as entidades patronais não cederem quase nada aos avanços almejados pela categoria. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que mais da metade das negociações nacionais fechadas no primeiro trimestre tiveram aumento menor que a variação do INPC. Ainda assim, os farmacêuticos conseguiram com muita resistência manter o índice de reposição da inflação.

O Sinfarmig orienta os profissionais a exigirem o reconhecimento pelo trabalho realizado com a remuneração justa, que deve ir além do piso garantido na CCT. “Acreditamos que foi importante não abrir mão e garantir a reposição das perdas inflacionárias. Sabemos que ainda temos muita negociação pela frente para avançar mais. Mas é importante que cada um faça a sua parte, junte-se a nós durante todo ano nas campanhas de interesse dos farmacêuticos e lutem do nosso lado para que possamos de fato construir uma história de conquistas para a categoria” afirmou a diretora do Sinfarmig, Júnia Lélis. Acesse a CCT na íntegra... http://migre.me/tW4E3

Fonte: Sinfarmig
Publicado em 30/05/2016

“A Federação Nacional dos Farmacêuticos, ao longo de sua história, desenvolveu campanhas pelo fim de todas as formas de violência contra a mulher e reafirmando a luta pelo fim da discriminação e pela emancipação da mulher, destacando seus direitos como trabalhadora. Por isso, no momento em que uma jovem sofreu uma agressão brutal no Rio de Janeiro, nos manifestamos mais uma vez, denunciando a cultura do estupro e da violência cotidiana que atinge milhares de mulheres no Brasil”, destacou a diretora de mulheres da Fenafar, Soraya Amorim.

Reproduzimos, abaixo, a nota da União Brasileira de Mulheres sobre o recente acontecimento.

UBM: Um crime monstruoso e o “basta!” das mulheres

Uma adolescente de 16 anos desacordada, dopada, foi estuprada por 33 homens. Trinta e três. Não bastasse o estupro, alguns dos criminosos registraram e publicaram o crime nas suas contas pessoais nas redes sociais em vídeos repulsivos em que aparecem humilhando e fazendo piadas com a condição da vítima, nua, exposta, agredida, indefesa. O crime chocou a sociedade brasileira. Mas chocou não apenas pela absurda violência em si, mas pela maneira como, apesar da imensa onda de solidariedade, houve aqueles que tentassem responsabilizar a vítima, ou como em todos os jornais tratavam como “suposto estupro” um crime consumado diante de milhares, talvez milhões, de olhos indignados. A brutalidade deste crime expôs como a cultura do estupro ainda é forte no Brasil e como nós, mulheres, ainda temos nossos corpos vulneráveis em uma cultura machista.

Um estupro acontece a cada 11 minutos no Brasil, de acordo com o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, cujos dados mais recentes são de 2014, e casos como o jovem carioca são mais comuns do que se imagina. Há um ano da atrocidade registrada em Castelo do Piauí (PI), quando quatro adolescentes foram vítimas de um estupro coletivo e atiradas de um penhasco, um caso parecido voltou a acontecer no Estado. No mesmo dia em que a jovem da Zona Oeste do Rio foi violentada sexualmente por trinta e três homens, quatro adolescentes e um homem de 18 anos estupraram uma jovem de 17 anos em Bom Jesus (PI) – cidade de 22.000 habitantes que fica a 644 quilômetros da capital, Teresina. Ela foi encontrada ferida e amordaçada com a própria calcinha em uma obra abandonada depois de, supostamente, beber junto com seus agressores – que ela conhecia, segundo o relato da polícia.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 67% dos casos de violência contra a mulher são cometidos por parentes próximos ou conhecidos da família; 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes e apenas 10% dos estupros são notificados. A esmagadora maioria dos agressores não são punidos. O que mostra a face mais cruel de uma cultura misógina, patriarcal, que desmerece, objetifica e violenta as mulheres diariamente no Brasil. E a violência vem aumentando.

Apesar disso, um golpe de Estado contra a primeira presidenta mulher do país, eleita com o voto do povo, nos coloca na contramão.

Um dos primeiros atos do governo ilegítimo de Michel Temer foi acabar com a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Há uma clara sinalização pelo desmonte do Plano Nacional de Políticas Públicas para as mulheres, além do imenso retrocesso, financiado por Eduardo Cunha, fiador do golpe, que está em tramitação na Câmara dos Deputados: um projeto de lei que visa restringir drasticamente o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) às mulheres vítimas de violência sexual.

O Projeto de Lei 5069/2013 prevê que as vítimas de estupro só poderão receber atendimento hospitalar após a realização de um exame de corpo de delito, realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), depois de terem registrado queixa na polícia. Além disso, só considera violência sexual os casos que resultam em danos físicos e psicológicos (atualmente a lei brasileira considera violência sexual qualquer forma de atividade sexual não consentida).

A proposta em trâmite remove do atendimento de saúde os tratamentos preventivos como a pílula do dia seguinte, o coquetel anti-HIV e o fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e todos os serviços sanitários disponíveis para ela. No Brasil, casos de estupros são um dos poucos em que o aborto é permitido por lei. O projeto em questão extingue definitivamente esse direito, com o argumento de que pretende “refrear a prática do aborto, que vem sendo perpetrado sob os auspícios de artimanhas jurídicas, em desrespeito da vontade amplamente majoritária do povo brasileiro”.

Ou seja, este governo ilegítimo machista e misógino, que não conta com uma única mulher em seu primeiro escalão, apenas reforça a cultura machista, nos nega políticas públicas e nos responsabiliza pela violência que sofremos. Em agradecimento à solidariedade recebida, a vítima do Rio de Janeiro escreveu “Todas podemos passar por isso. Não dói o útero, e sim a alma!”. E assim se sentiu cada brasileira, das milhões que mostraram sua indignação e solidariedade diante de uma violência tão cruel e covarde, sentiram a dor na alma de uma jovem mulher de 16 anos estuprada por 33 homens. Esta dor que transformaremos em luta contra o machismo e por mais políticas públicas para as mulheres!

União Brasileira de Mulheres, maio de 2016

Publicado em 30/05/2016

Após várias rodadas de negociação, o Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás homologou três convenções coletivas de trabalho: para farmacêuticos que atuam em distribuidoras, hospitais e laboratórios.

A Convenção Coletiva de Trabalho com o sindicato patronal das distribuidoras, Sinat, definiu um reajuste de 9,91% para os farmacêuticos a partir de 01 de maio de 2016. A CCT com o SINDLABS conquistou um reajuste de 11,28% a partir de 01 de maio de 2016. A convenção assinada para os farmacêuticos que atuam no setor hospitalar definiu um reajuste de 10%. 

Leia aqui mais sobre a CCT dos hospitais.

A presidenta do Sinfargo, Lorena Baía comemora o resultado das negociações e diz que o sindicato “consolida seu papel na valorização da categoria, lutando para defender os interesses e a dignidade do trabalho do profissional farmacêutico”, e reitera que “as conquistas só aconteceram porque acreditamos que era possível e lutamos com os colegas para torná-las realidade”.

As convenções coletivas de trabalho firmadas pelo Sinfargo são um conqusita importante. "Sabemos que há um longo caminho a ser percorrido em relação às lacunas que ainda existem e precisam ser preenchidas no mundo do trabalho. Há muito por se fazer, mas conquistar um reajuste acima do INPC na atual conjuntura política e econômica do nosso país, só me faz reafirmar mais uma vez que lutar pelo que se acredita, sempre vale à pena", avalia Lorena Baía.  

A íntegra das convenções poderão ser acessadas em breve no site do Sinfargo.

Da redação
Publicado em 27/05/2016

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