; Brasil - Fenafar

Apesar da crise econômica em 2015, os associados da Abradilan, alcançaram um faturamento de 11,6 bilhões de reais e movimentaram 700 milhões de unidades de medicamentos, de acordo com os dados do IMS Health.

 

Isso significa que em 2015, teve um crescimento de 18,1% em relação ao ano de 2014, enquanto que em unidades o aumento no volume de unidades vendidas foi de 10,5%. (Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos- ABRADILAN – www.abradilan.com.br), de acordo com Geraldo Monteiro, diretor executivo da Abradilan, o crescimento obtido no ano de 2015, ficou dentro do esperado para o ano de 2015 pelos seus associados da entidade, apesar da conjuntura política e econômica que o País viveu em 2015.

Responsáveis pela distribuição de 21% das unidades vendidas dos medicamentos no Brasil, e 28,7% dos medicamentos genéricos, os associados da Abradilan visitam 96% dos municípios do país e atendem 71% das farmácias em todo território nacional. Presentes em 24 estados, os 143 associados da Abradilan, empregam 11.000 pessoas diretamente.

 

Fonte: CFF
Publicado em 17/02/2016

Trabalhadores ocuparam o Senado nesta terça (16), num ato de protesto contra o PLS 555, projeto de lei que ameaça as estatais brasileiras. Integrantes das centrais sindicais CTB, CUT, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas e entidades que compõem o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas estiveram pela manhã nos gabinetes buscando o apoio dos senadores para impedir a aprovação da proposta que, se aprovada, abre caminho para a privatização do patrimônio público.

O grupo foi informado que, devido a mobilização, a votação foi adiada mais uma vez. Impedidos de entrar no plenário, os manifestantes aguardaram nas escadas de acesso até a confirmação do adiamento. Ainda não foi divulgada nova data de apreciação.

"A notícia do adiamento não nos deixa totalmente satisfeitos pois o PLS continua na pauta, em regime de urgência e a aprovação é iminente. Vamos manter a guarda e seguir com a pressão", afirmou Rita Serrano, coordenadora do Comitê.

Segundo Rita, ainda hoje pode ser votado mais um projeto nocivo - o PLS 131, de autoria do senador tucano, José Serra, que propõe uma participação mínima da Petrobrás na exploração do pré-sal. "É bombardeio por todos os lados, precisamos estar atentos. Se baixarmos a guarda pode ser o fim", declarou Serrano.

Em reunião ocorrida ontem (15), a equipe do Comitê montou uma agenda de mobilizações e definiu estratégias para eliminar o PLS 555 da pauta do Congresso. A intenção é buscar ainda o apoio de autoridades nos estados e municípios do País, a fim de fortalecer a luta contra a aprovação da proposta. Os dirigentes sindicais critiram a atitude do Governo Federal em não ter se manifestado ainda em relação ao PLS 555. Os sindicalistas esperam que o governo se posicione firmemente contra o projeto.

Avanços

A pressão dos membros do Comitê aos parlamentares obteve resultados. Até o momento 30 senadores manifestaram apoio ao substitutivo de autoria do senador Roberto Requião (PMDB), que ameniza os efeitos nocivos da proposta. São necessários 41 votos para impedir a aprovação do PLS 555. O texto alternativo proposto por Requião altera 20 medidas prejudiciais contidas projeto, entre elas, a que permite transformar estatais em sociedades anônimas apenas pela aprovação dos conselhos de administração de cada empresa.

Veja mais:

Centrais se unem contra PLS 555

 

Fonte: CTB
Publicado em 17/02/2016

Deputados federais e senadores retomam os trabalhos em fevereiro, logo após o Carnaval, e terão na agenda um pacote com ao menos 10 projetos muito polêmicos. A lista faz de 2016 um ano essencial na atuação dos movimentos sindical e sociais em defesa da democracia, da manutenção de direitos e contra o conservadorismo.

O primeiro passo anunciado pela CUT será uma manifestação marcada para março, em que os movimentos marcharão em Brasília para pressionar os parlamentares contra qualquer tidpo de retrocesso.

Em entrevista, o analista político do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) Antônio Augusto Queiroz, o Toninho, avaliou que a temática trabalhista deve tomar o lugar dos temas ditos sociais na agenda do parlamento. Especialmente, se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deixar a Casa.

Isso, porém, não significa que assuntos como a lei antiterrorismo, o Estatuto do Desarmamento e a privatização das estatais saiam de cena. A depender de quão acuado estiver Cunha, é possível que o parlamentar jogue no quanto pior melhor, ao lado da oposição, que busca desgastar o governo federal com uma agenda negativa.

A pedido da CUT, Toninho avalia quais as perspectivas para cada um desses textos e reforça que o sucesso ou fracasso de cada um dos pontos passa diretamente pela capacidade de mobilização da classe trabalhadora.

Estatuto da Família (PL 6583/2013)

Autor: deputado Anderson Ferreira (PR-PE)

Resumo: determina que a família é formada exclusivamente por homens e mulheres e exclui, portanto, casais LGBTs desse conceito

Situação: aprovado por comissões, aguarda a resposta ao recurso do PT, que é contra o texto ser incluído na pauta da Câmara.

Perspectiva: desde que se readotou o poder terminativo para aprovação projetos, foram apresentados centenas de recursos e poucos foram apreciados. Não faria sentido votar esse texto furando a fila em detrimento dos demais. Mas, se for votado, tem a tendência de ser aprovado.

Maioridade Penal (PEC 171/1993)

Autor: deputado Benedito Domingos (PP-DF)

Resumo: reduz a maioridade penal para 16 anos

Situação: aprovado na Câmara, está agora no Senado.

Perspectiva: o Senado não aprova e vai optar por modificar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), aumentando o tempo de reclusão e, eventualmente, retirando a condição de primário do até então menor de idade.

Lei Antiterrorismo (PL 2016/2015)

Autor: Poder Executivo

Resumo: altera a lei para reformular o conceito de organização terrorista

Situação: aprovado na Câmara, já foi modificado pelo Senado e volta à Câmara.

Perspectiva: da forma como está redigido, pode permitir que manifestações de trabalhadores possam ser entendidas como um atentado à estabilidade democrática. O movimento sindical precisa pressionar o governo para que imponha vetos a artigos com o objetivo de impedir que a definição de terrorismo alcance manifestações populares. A tendência é que seja aprovado como está.

Criminalização da vítima de violência sexual (PL 5069/2013)

Autores: deputado Eduardo Cunha e outros

Resumo: abre brechas para punir qualquer pessoa que oriente o uso de método contraceptivo e preste orientações sobre o aborto legal definido pela Constituição

Situação: Aguarda inclusão na pauta da Câmara. Esse projeto deve perder densidade, caso Cunha seja afastado. Não tem apoio político suficiente para, sem ele, ser pautado. Depende de alguém muito conservador, mas a tendência é que não passe pelo colégio de líderes da Câmara.

Terceirização (PLC 30/2015)

Autor: Deputado Sandro Mabel

Resumo: permite a terceirização sem limites

Situação: o projeto é a continuidade do PL 4330, aprovado na Câmara, e aguarda votação no Senado

Perspectiva: tinha a tendência de ser rejeitado pelo relator, senador Paulo Paim (PT-RS). Mas começa a haver sinalização de que o Renan Calheiros (presidente do Senado) não vai mais dar o tempo que se imaginava para discuti-lo. Senado deve retirar a atividade-fim e aprová-lo, independente do parecer do Paim. O risco é o texto voltar à Câmara, onde há muitos parlamentares eleitos com recursos de empresários que pressionam pela aprovação da matéria.

Altera participação da Petrobrás na exploração do pré-sal (PLS 131/2015)

Autor: senador José Serra (PSDB-SP)

Resumo: retira a obrigatoriedade da Petrobrás como exploradora exclusiva do pré-sal

Situação: aguarda votação no Senado

Perspectiva: a tendência é que seja aprovado, ainda que possa haver mudança no seu conteúdo para que a condição da Petrobrás, como operadora única, seja facultativa e não mais obrigatória.

Estatuto do desarmamento (PL 3722/2012)

Autor: deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC)

Resumo: facilita a aquisição e o porte de armas de fogo

Situação: aguarda inclusão na pauta da Câmara

Perspectiva: tema deve ser de votação muito apertada na Câmara. Mas, no Senado, a tendência é que esse projeto mude radicalmente para que o desarmamento geral seja impedido. O estatuto foi ideia do Renan Calheiros, ele liderou o processo. O problema é que a matéria volta à Câmara, se houver alteração, onde a bancada da bala é muito forte. Após isso, só restará o veto da presidenta.

Privatização das Estatais (PLS 555/2015)

Autor: substitutivo aos projetos de lei do Senado 167/2015, dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), e 343/2015, de Aécio Neves (PSDB-MG); e do anteprojeto apresentado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Resumo: permite a terceirização de empresas estatais como Correios e Caixa Econômica

Situação: aguarda apreciação do Senado

Perspectiva: como parte da Agenda Brasil, proposta pelo Senado, tem altíssima chance de aprovação já que, segundo o Jereissati, conta com apoio do atual ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Com neutralidade do governo, apoio do poder econômico para terceirizar e o líder do PSDB comandando, é o que conta com maior chance de aprovação dessa lista.

Flexibilização do Conceito do Trabalho Escravo (PLS 432/13)
Autor: Romero Jucá (PMDB-RR)

Resumo: desconfigura e ameniza o conceito de trabalho escravo

Situação: retirado da pauta do Senado após pressão dos movimentos sociais, passará por todas as comissões do Senado

Perspectiva: há várias iniciativas na Câmara e no Senado para modificar o Código Civil e dar conteúdo semelhante ao que a OIT (Organização Internacional do Trabalho) prevê e que é mais brando do que a legislação brasileira. Tema tem apelo popular contrário e pode cair, mas dependente também da sinalização do governo, que ainda não se manifestou.

Redução da idade de trabalho (PEC 18/2011)

Autor: Dilceu Sperafico (PP-PR)

Resumo: autoriza o trabalho de regime parcial a partir dos 14 anos

Situação: está na CCJ (Comissão de Constituição Justiça e Cidadania da Câmara) e aguarda aprovação

 

Perspectiva: A PEC exige 308 votos, fórum qualificado. Não é um assunto que mobilize todas as bancadas conservadoras e não deve ir a plenário, porque depende da constituição de uma comissão especial, que consumiria 40 sessões. Não é uma das maiores ameaças.

 

Fonte: Diap -- *Publicado originalmente no Portal da CUT
Publicado em 01/02/2015

Mais Artigos...

Artigos

UA-480112034-1