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Os desafios de transformar o Grupo Conceição em um serviço 100% público

6º Congresso

Jussara Cony, superintendente do Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre, trouxe informações sobre a estruturação do Grupo e o desafio de transformar o complexo em um serviço 100% público. “São 7500 trabalhadores dos quais 70% são mulheres que estão nos ajudando a fazer a gestão. Desde 2003, o Conceição é 100% SUS. Atendemos média e alta complexidade e temos a porta aberta 24 horas nas emergências”, relatou.


O 2º Simpósio Nacional de Assistência Farmacêutica, promovido pela Escola Nacional dos Farmacêuticos em parceria com a Fenafar realizou o debate Saúde: quem paga a conta? O papel do controle social e da gestão participativa. Essa discussão contou com as participações do superintendente coorporativo do Hospital Sírio Libanês, Gonçalo Vecina, da diretora superintendente do Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre, Jussara Cony, da diretora do Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária da Anvisa Maria Eugênia Cury e do presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, com a mediação do diretor de comunicação da Fenafar, Ronald Ferreira dos Santos.

A diretora do Grupo Hospitalar Conceição, Jussara Cony, introduziu o debate contextualizando o momento político internacional, de crise do capitalismo e de transformações profundas em curso, com o embate entre mudança e continuidade. “Essa crise coloca em xeque o que sempre ouvimos, que o Estado seria um entrave para o desenvolvimento. Mas, o que vemos hoje é exatamente o inverso, é que o Estado tem um papel indutor para o desenvolvimento”, destaca.

O Grupo Conceição é composto por quatro hospitais - Conceição, Criança Conceição, Cristo Redentor, Fêmina – com mais de mil leitos. “Temos uma agenda estratégica de gestão em consonância com os pilares básicos do PAC da saúde voltado para a integralidade. Para nós é isso a pessoa é o centro.

A superintendente destacou que é importante “a adesão ao SUS de camadas médias, inclusive de trabalhadores do setor público, para garantir mais força política para avançar no SUS”, referindo-se a necessidade de ampliação do público.

Saúde e Educação
Jussara informou que o Grupo está se capacitando para se transformar num pólo de informação e pesquisa. “A educação é ferramenta estratégica para implantação do SUS e já estamos nos certificando como instituição de pesquisa, para participarmos da Unasus - Universidade aberta do SUS. “Vamos nos voltar para termos conteúdos, práticas e pesquisas em função das necessidades da população. Também pretendemos redirecionar a residência médica, para que ela esteja integrada a equipes multidisciplinares de saúde. Isso é a valorização do trabalhador”, conclui.

Gonçalo Vecina - Falta dinheiro para estruturar o sistema de Saúde

Maria Eugênia Cury - Como a política de vigilância sanitária pode contribuir para otimizar os gastos com saúde

Francisco Batista Júnior - SUS: uma política ousada, que aponta para a democracia participativa, num país altamente autoritário

 
 
 
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